domingo, 24 de março de 2013

José Adécio alerta: “Se não der certo agora, não sei quando poderá dar”


Com o presidente da Câmara dos Deputados, um ministro de Estado, uma bancada federal atuante e um presidente de partido, é agora ou nunca para o Governo do Estado. Quem avalia assim é o deputado estadual José Adécio, do DEM, em entrevista concedida aO Jornal de Hoje. Segundo ele, esse é o momento da governadora Rosalba Ciarlini deslanchar na gestão Estadual e se isso não ocorrer agora, é porque “as coisas contrariam o bom senso”.
“Acho eu que se não der certo agora, quando é que vai dar? Na minha visão o Rio Grande do Norte nunca esteve tão bem representado como está agora, mas ainda é preciso que isso tudo aconteça com mais intensidade, mais segurança, com mais alicerce para o Estado. Isso está faltando ainda”, afirmou o deputado estadual, acrescentando ao final que, realmente, “se o Governo não der certo agora, não sei quando poderá dar”.
Segundo José Adécio, no aspecto político, o bom momento do RN se exemplifica no poder de articulação em Brasília, onde são conseguidos os recursos. Desconsiderando a possibilidade de rompimento com o PMDB, o parlamentar ressaltou que as articulações podem acontecer em benefício do Estado, independentemente de as “grandes figuras políticas” serem aliadas à gestão Rosalba ou nomes de oposição.
Nesse contexto, o democrata ressaltou o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB); o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho (PMDB); o presidente nacional do DEM, José Agripino; e os parlamentares federais com atuações destacadas, como Felipe Maia (DEM), Fátima Bezerra (PT) e Fábio Faria (PSD), inclusive, com estes últimos dois, sendo nomes de oposição a gestão estadual.
Além da força política, Adécio lembrou também os recursos que “estão chegando”. “O Governo do Estado vai ter mais de R$ 1 bilhão só para investimento (com recursos que vão chegar do Banco Mundial, Banco do Brasil e receitas próprias), se isso for botado em prática, se tiver secretários que desenvolvam isso, ai sim. Dinheiro tem, porque está chegando. O Governo tem tudo para deslanchar. Se não deslanchar, aí realmente as coisas contraria o bom senso. Porque dinheiro está chegando, há uma renovação do secretariado, que é como time de futebol: quando um jogador substitui outro sempre ele quer dar um a mais”, analisou José Adécio.
Por sinal, “sem desmerecer os antigos”, José Adécio fez questão de elogiar os nomes dos novos gestores que assumiram as pastas da Agricultura, Recursos Hídricos e Saúde na última quinta-feira. “São pessoas qualificadas e Governo precisa ter uma injeção mais forte de atuação. Conheço o secretário de Agricultura, Júnior (Teixeira). Experimentado, que conhece os problemas da agropecuária do Rio Grande do Norte. Conheço muito bem Leonardo Rêgo (Recursos Hídricos), por ser filho do meu colega deputado (Getúlio Rêgo). E tenho boas informações, e muito boas informações, do secretário de Saúde (Luiz Roberto Fonseca). Acho eu que o Governo entra numa nova dinâmica”, avaliou.
Claro que o deputado do DEM assumiu que, realmente, a gestão do Governo do Estado não tem feito tanto quanto se esperava. “Torço pela recuperação do Governo, mas precisa avançar mais, chegar mais”, afirmou ele, acrescentando que uma recuperação até o final do mandato é totalmente possível, inclusive com vistas em uma eventual candidatura à reeleição: “Se ela avançar mais com esse novo quadro administrativo, tem tudo para se recuperar e se recuperar a candidatura é natural”.
Para reforçar que é possível a recuperação mesmo já tendo se passado mais de dois anos de Governo, José Adécio usou sua experiência na política – são mais de 30 anos – para relembrar a condição da época em que Garibaldi Filho foi governador do Estado. “Garibaldi governador a um ano e quatro meses do final do mandato, vendeu a Cosern por R$ 700 milhões. Na época, se dizia que José Agripino era um governador de férias. Garibaldi com R$ 700 milhões fez uma administração no Rio Grande do Norte que um ano e pouco depois fez ele ser eleito em primeiro turno contra um candidato que todos colocavam como imbatível”.

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