segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Ministério Público e Polícia Federal deverão investigar notícia falsa contra Robinson Faria


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Pesquisas que jamais foram feitas, um resultado nunca divulgado, uma matéria que não foi publicada. São essas as informações falsas que estão circulando pelas redes sociais contra a candidatura Robinson Faria (PSD) ao Governo do Estado e que devem ser denunciadas à Polícia Federal do RN e ao Ministério Público Eleitoral (MPE). Pelo menos, foi isso que confirmou o deputado federal reeleito Fábio Faria (PSD), ao tomar conhecimento dos chamados “fakes”.
“Amanhã (este sábado) o jurídico da campanha estará comunicando à Polícia Federal e ao Ministério Público, a calúnia que começou a circular na internet com uma montagem grosseira, apesar de deletéria, para atingir a honra e a imagem do candidato Robinson Faria, de modo a tentar reverter a expressiva ascensão por ele alcançada e divulgada pelo Ibope”, afirmou Fábio Faria, pelas redes sociais dele.

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Segundo o advogado da coligação de Robinson Faria, Fábio Sena, o caso será apurado na esfera criminal. “Ingressaremos com uma representação criminal no Tribunal Regional Eleitoral, no MPE e na PF. Vamos identificar todos aqueles que estão replicando e fazendo a divulgação disso”, afirmou o advogado.

Segundo a reportagem d’O Jornal de Hoje tomou conhecimento são, pelo menos, quatro informações “fakes” circulando pela internet, sendo publicadas em perfis (reais) em redes sociais e compartilhadas pelo aplicativo de troca de mensagens Whatsap. Duas delas dizem respeito aos números de uma pesquisa que teria sido feita pelo instituto Certus, mas que não foi divulgada porque mostraria uma queda de Robinson Faria e um crescimento de Henrique.

A que Fábio Faria se referiu na postagem dele é outro fake: uma notícia, publicada supostamente pelo jornal Folha de São Paulo, e que colocaria Robinson Faria como um dos citados no escândalo da Operação Sinal Fechado – que tem Wilma de Faria, aliada de Henrique Alves, como uma das rés. “Ao contrário do que foi dito, o candidato Robinson Faria é testemunha de acusação arrolado pelo ministério público autor da ação penal. Todos que estão postando essa montagem serão ouvidos”, 

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A pesquisa da Datafolha no Rio Grande do Norte seria o outro fake em circulação na internet. Nela, está dito que Robinson Faria tem 47% das intenções de voto e Henrique, 53%. A pesquisa teria sido divulgada no dia seguinte a tão divulgada pesquisa do Ibope, que mostrou Robinson com 54% das intenções de voto contra 46% de Henrique.
O problema aí é que, diferente da pesquisa do Ibope, divulgada durante o programa RN TV Segunda Edição, da InterTV Cabugi, a pesquisa da Datafolha jamais foi divulgada. No site do Uol, onde a pesquisa estaria, não há qualquer menção sobre os números. Tampouco, no site oficial da Datafolha, que chegou até a, realmente, divulgar pesquisas nesta semana em outros estados. Contudo, nenhuma no Rio Grande do Norte.

Robinson: “Henrique iniciou uma campanha suja nas redes sociais”
Em nota divulgada no início da tarde deste sábado, a coligação de Robinson Faria atribuiu a Henrique Eduardo Alves (PMDB) as informações falsas que circulam na internet. “O crescimento de Robinson nas pesquisas de opinião virando o jogo eleitoral no Rio Grande do Norte, a campanha do candidato do PMDB iniciou uma campanha suja nas redes sociais. O candidato que se dizia amadurecido e livre do radicalismo, mudou radicalmente a sua postura principalmente depois da divulgação da pesquisa Ibope no último dia 15 de outubro que mostrou uma vantagem de 8 pontos para Robinson nos votos válidos”, apontou a nota.

“A montagem acusa o candidato de participação em um processo de modo a tentar reverter a expressiva ascensão eleitoral por ele alcançada e divulgada pelo Ibope esta semana. Ao contrário do que é colocado na arte, o candidato Robinson Faria é testemunha de acusação arrolado pelo Ministério Público autor da ação penal”, acrescenta a nota de Robinson Faria.

A coligação do PSD não faz qualquer referência aos outros “fakes” que circulam com supostos resultados de pesquisa. Contudo, os advogados de Robinson confirmaram que esses casos também serão apurados.

Diretor da Certus confirma: “Resultado divulgado é fraude”
Se a Datafolha não fez qualquer pesquisa de segundo turno no Rio Grande do Norte, o Certus jamais divulgou qualquer resultado de levantamento feito já nessa segunda fase de disputa. E quem garante isso é o diretor do Instituto, Mardone França, que também preside a Associação dos Institutos de Pesquisa do RN. “Afirmo isso peremptoriamente: qualquer número de pesquisa de segundo turno atribuído a Certus é fraude, é mentira”, garantiu França em contato com O Jornal de Hoje.

Segundo o estatístico, a pesquisa realmente foi feita, mas não teve qualquer resultado divulgado – ou vazado. “Fiz isso para preservar a credibilidade do meu instituto, porque os números da pesquisa ficaram defasados e não iria divulgar algo defasado”, afirmou ele, justificando que o resultado seria publicado somente seis dias depois que o levantamento foi feito. “Não seria irresponsável para, numa eleição curta como essa, fazer isso”, acrescentou.

A mesma justificativa, inclusive, foi dada pelo Blog do BG, responsável pela contratação da pesquisa.  “O BlogdoBG divulgará na próxima quarta-feira (22) mais uma pesquisa Certus para o governo do RN e presidente da República. Havíamos registrado pesquisa anteriormente para ser publica neste sábado (18), mas em função de atraso na coleta das informações em campo, o que provocou defasagem no resultado, se distanciando muito do período da coleta”, explicou o Blog do BG, justificando a não publicação do resultado e negando que houvesse uma queda de Robinson e um crescimento de Henrique. Ou seja: confirmando que a informação compartilhada se trata de um “fake”.

“A pesquisa que será divulgada na quarta-feira vai ser um retrato, realmente, de momento, porque o levantamento vai terminar no mesmo dia da publicação”, garantiu o diretor do Instituto Certus.

Henrique retuita resultado falso de pesquisa Certus
Se Fábio Faria quer que todos os que compartilharam os fakes sejam ouvidos, é bom o candidato ao Governo do RN, Henrique Eduardo Alves, do PMDB, se preparar. Afinal, ele retuitou o que o perfil de Adriano Ramos (um jovem que dedica boa parte de seu perfil no microblog a compartilhar informações da campanha do PMDB) contendo o resultado, supostamente fake, da pesquisa da Certus/Blog do BG, que teria um crescimento do peemedebista e uma queda do pessedista.

O fato, inclusive, foi retuitado por outros cinco perfis, tendo sido um destes o “Mossoró Vota 15″, também entusiasta da campanha do PMDB. “O fato vai ser apurado e vai investigar aqueles que estão compartilhando e divulgando essas informações falsas para saber da onde partiu. Se ficar comprovado que partiu de Henrique Alves esses ‘fakes’, por exemplo, o registro de candidatura dele poderá ser cassado”, afirmou o advogado Fábio Sena, da coligação encabeçada por Robinson Faria.

NOTÍCIA FALSA
De qualquer forma, o fato é que Henrique Alves não está “sozinho” nesse barco de compartilhamento de “fakes” contra Robinson Faria. Arafran Peter, que é secretário de comunicação da Prefeitura de Macau (a qual o prefeito Kerginaldo Pinto apoia Henrique), postou em seu facebook, a notícia falsa da Folha de São Paulo contra o candidato do PSD e deverá ser ouvido pela Polícia Federal.

Henrique rebate Robinson: “Acusação feita sem provas e sem qualquer cabimento”
Já após a nota da coligação de Robinson Faria, O Jornal de Hoje procurou a assessoria de comunicação do candidato do PMDB, Henrique Eduardo Alves, e esta negou de forma categórica as acusações, feitas “sem provas” e “sem qualquer cabimento”.

A assessoria de comunicação de Henrique acrescentou que jamais trabalhou com qualquer tipo de fake ou de propagação de notícias falsas contra o adversário. E lembrou a ação que existe contra a coligação de Robinson Faria, justamente, por utilizar fakes contra a candidatura do PMDB. “Esta sim com provas”, ressaltou a assessoria do candidato peemedebista.

FAKES DE ROBINSON
Se tiver se utilizando de notícias fakes, vale lembrar, Henrique estaria participando de algo que ele tentou combater no primeiro turno. Afinal, o grupo encabeçado pelo PMDB ingressou com representação no Tribunal Regional Eleitoral contra Robinson Faria e o blogueiro Bruno Giovanni, do Blog do BG, acusando eles de utilizarem perfis falsos na internet para caluniar o candidato do PMDB.

De acordo com a ação da defesa de Henrique, a rede de fakes têm o objetivo de “desequilibrar o pleito de 2014 em prol do candidato Robinson Faria”. A rede utilizaria perfis falsos e sites, segundo os advogados de Henrique, além de alugar perfis famosos na internet, como o do Pinta Natalense, no twitter, para realizar uma “campanha de difamação contra o candidato do PMDB”.

Fonte: JH

Militantes estão mais agressivos

O clima de confronto dos candidatos ao Planalto Dilma Rousseff e Aécio Neves, com embates cada vez mais acalorados, tem exposto mais do que um País dividido entre petistas e tucanos nestes dias que antecedem a votação do 2º turno, marcada para o dia 26 de outubro. Na internet e nas ruas, os xingamentos e agressões entre eleitores são cada vez mais comuns e frequentes.

Para especialistas, desde a redemocratização do País nunca se viu tanta violência em uma campanha como em 2014. Já há registros até de agressões físicas. Enquanto Dilma e Aécio se enfrentavam no primeiro debate do 2º turno na terça-feira passada, na Band, o aposentado Ênio Barroso Filho, de 57 anos, sofria uma tentativa de agressão próximo à Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Deficiente físico, Ênio guiava sua cadeira de rodas pela Rua Augusta. Vestia uma camiseta vermelha e um broche com o slogan do PT.

Segundo ele, uma perua com quatro homens começou a segui-lo. “Eles pediram para eu tirar a camisa e me chamaram de comunista. Falaram para eu me mudar pra Cuba”, afirma. O aposentado reagiu e, em troca, recebeu socos na cabeça. Depois, foi jogado no chão As agressões só pararam, conta Ênio, quando pessoas que estavam próximas pediram por socorro. No bairro Artur Alvim, zona leste da capital, a dona de casa Ivânia Vilela, de 47 anos, transformou parte de sua residência em um comitê de Aécio. Com bandeiras e placas na frente de casa, Ivânia conta que recebe ameaça de vizinhos diariamente. Na madrugada da quarta-feira passada, o material de campanha foi incendiado. “Foi constrangedor, triste, porque respeito a opinião dos outros. Só peço que respeitem a minha”, disse.

Candidatos trocaram acusações nos debates, o que incentivou militantes a adotarem o mesmo tom principalmente nas redes sociais

Para Francisco Carlos Teixeira da Silva, historiador contemporâneo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, episódios como esse reforçam a ideia de que o discurso de ódio dos partidos influenciam os casos de violência dentro da política.

“Estamos na anteporta de ter de volta à cena política brasileira a violência como elemento banal”, reflete o historiador. Ele considera que o discursos utilizado pelas legendas partidárias envolvidas na disputa presidencial contribuem para este ambiente. O teor dos programas no horário eleitoral gratuito estaria incentivando o conflito mais acirrado entre os eleitores que estão engajados na campanha ou tem mais identificação com os candidatos.

“Vemos os partidos usarem uma linguagem extremamente agressiva em seus programas e nos debates. Isso é quase como uma autorização escrita para atos violento”, argumenta o historiador.

“É uma ânsia tão grande por conseguir votos que se transforma em radicalização de ambos os partidos’’, diz Vera Chaia, cientista política da PUC-SP. Vera Chaia lembra que as acusações eleitorais vêm desde o confronto entre Lula e Collor, em 1989. Mas, naquela época, havia políticos conciliadores dentro dos partidos que conseguiam amenizar os conflitos. Atualmente, não há este fator que poderia amenizar o clima de confronto entre alguns militantes.

“O (Mário) Covas, no PSDB, e o Ulysses (Guimarães), no PMDB, são exemplos de políticos que mediavam conflitos. Hoje nós temos um quadro totalmente ao contrário. O marketing sobressai e extrapola os limites de ataques na televisão.”

Divergências chegam a provocar inimizades

As ameaças e discussões acontecem com mais intensidade no mundo virtual. Eleitores de ambos os candidatos trocam acusações, criam inimizades e até mesmo dão “um tempo” no relacionamento por causa das desavenças políticas. Esse quase foi o caso da estudante Camila Dornelas, de 25 anos, que mora no Rio de Janeiro. Em uma conversa informal de casal, Camila mencionou para o namorado que votaria em Dilma. A resposta veio em tom de acusação: “Sua petista!”. “Ele tentou me convencer de que o Aécio era o melhor. Preferi não discutir mais política para não perder o namorado”, conta a estudante. Na quinta-feira, logo após a presidente Dilma sentir-se mal no debate do SBT - no qual petista e tucano trocaram ataques pessoais no encontro mais “bélico” entre ambos desde o início da campanha -, o médico gaúcho Milton Pires postou a seguinte frase no Facebook: “Tá se sentindo mal? A pressão baixou? Chama um médico cubano sua grande filha d...”. O post teve mais de 1,4 mil compartilhamentos - a maioria com críticas ao médico. Ontem (17), segundo ele, sofreu ameaças de morte. “Será necessário caçar meu diploma de médico, me levar preso e ainda assim eu não retiro o que escrevi sobre Dilma nem peço desculpa”, afirmou.

O professor de inglês Adriano Schneider, de 30 anos, escreve pelo menos um texto por dia defendendo suas ideias e opiniões políticas. Ele diz que vai votar em Aécio no próximo dia 26, o que o fez criar inimizades no Facebook e ter longas discussões de 140 caracteres no Twitter. “Se eu escolho o Aécio, sou rico. Se prefiro a Dilma, sou um beneficiado do Bolsa Família. Todos adoram rotular”, disse. Entre os famosos, as discussões também são quentes. Na segunda-feira, o ator Gregorio Duvivier escreveu sobre sua posição de voto a Dilma e as agressões verbais que tem sofrido. Uma delas partiu, via rede social, do também ator Dado Dolabella. Ele afirmou: “estar com Dilma” é o mesmo que “estar com Ebola”.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Morador de rua é preso acusado de abusar sexualmente menino de seis anos em Mossoró

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O morador de rua Vanderlei da Silva Almeida, 28 anos, foi preso na tarde deste domingo, no conjunto Três vinténs, em Mossoró, acusado de abusar sexualmente de uma criança de seis anos de idade.
Segundo informações da Polícia Militar, a mãe teria deixado a criança brincando na rua, em companhia de seu irmão, que se ausentou e quando voltou ao local, encontrou a vítima com o calção abaixado. Ao perguntar o que teria acontecido, a criança disse que o homem teria dito pra não dizer nada a ninguém.
A mãe da criança percebeu que havia esperma na cueca do filho e acionou a PM. A guarnição localizou o acusado e deu voz de prisão em flagrante. Vanderlei foi conduzido à Delegacia de Plantão onde encontra-se recolhido. O delegado aguarda somente o laudo do ITEP para lavrar o inquérito.

Troca de tiros termina com 2 mortos, 3 presos e PM baleado no RN


Duas pessoas foram atingidas por balas perdidas durante tiroteio em Itajá (Foto: Marcelino Neto/O Câmera) 


Suspeito foi morto durante troca de tiros com policiais militares em Itajá (Foto: Marcelino Neto/O Câmera)


Um troca de tiros terminou com dois suspeitos mortos, três presos, além de um policial militar baleado e duas pessoas feridas por balas perdidas na madrugada deste domingo (12) na cidade de Itajá, na região Oeste do Rio Grande do Norte. O confronto aconteceu após a Polícia Militar ter sido acionada para atender uma ocorrência de que um homem estaria armado em um bar na entrada do município.

"Os policiais foram recebidos a bala e reagiram", afirma o major Francisco de Assis Ferreira dos Santos, comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar. O major conta que pelo menos seis suspeitos trocaram tiros com os policiais. "Dois morreram e outros dois foram baleados. Prendemos os dois e um terceiro suspeito. Um homem ainda conseguiu fugir", afirma. Os PMs apreenderam dois revólveres calibre 38 com os suspeitos.

De acordo com o comandante do 10º BPM, os homens mortos integravam uma quadrilha que assalta Correios no interior do estado. Eles foram identificados como João Batista Maxwel Nogueiura de Freitas e Hallysson Ricardo. O policial baleado levou tiros na mão e na coxa. Uma mulher e um homem que estavam perto do tiroteio foram atingidos por disparos nas pernas.

Fonte: G1 RN

Robinson pede empenho de eleitores

"A força do voto de vocês nos fez chegar até aqui! Conto com o empenho, a coragem e dedicação para chegarmos a vitória". Foi com esse discurso que o candidato Robinson Faria (PSD) falou aos moradores da região Agreste, no domingo (12), em Arês.

Em senador Georgino Avelino, ao lado do candidato a vice-governador, Fábio Dantas (PCdoB), Robinson agradeceu os votos e o trabalho dos amigos da região. “O nosso 55 fica mais forte com o apoio de vocês. Vamos buscar mais votos, mais apoios, mais amigos, mais força para o nosso 55 e vamos a vitória”, disse empolgado Robinson.

A campanha percorreu pela manhã os municípios de Nísia Floresta, São José de Mipibú, Senador Georgino Avelino, Monte Alegre, Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, Arês e segue com programação em Goianinha, Canguaretama, Pedro Velho, Montanhas, Serrinha, Santo Antônio e Nova Cruz.

A programação contou com a participação da senadora eleita Fátima Bezerra (PT), do deputado federal reeleito Fábio Faria (PSD), deputados, prefeitos, ex-prefeitos e lideranças da região.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Paulo Roberto e Alberto Youssef citam PT, PMDB e PP em depoimentos

Ex-diretor da Petrobras e doleiro delataram à Justiça Federal esquema de corrupção que envolveu as diretorias da empresa na cobrança de propina para abastecer partidos políticos, durante os governos Lula e Dilma.


O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef delataram à Justiça Federal, com muitos detalhes, um esquema de corrupção que envolveu as diretorias da empresa na cobrança de propina para abastecer partidos políticos, durante os governos Lula e Dilma.


Segundo os depoimentos, dinheiro desviado da Petrobras foi usado para financiar campanhas eleitorais em 2010. O Jornal Nacional teve acesso às gravações dos depoimentos em que Paulo Roberto e Alberto Youssef citaram o PT, o PMDB e o PP e falaram sobre os percentuais que políticos e partidos teriam recebido. 


Os depoimentos à Justiça Federal em Curitiba nesta quarta-feira (9) foram gravados em áudio. O ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef explicaram que, desde 2006, durante o governo Lula, existia um cartel na Petrobras.


Funcionava assim: partidos políticos aliados ao governo - PP, PMDB e PT - indicavam diretores para ocupar cargos na Petrobras nas diretorias de Abastecimento, de Serviços, de Exploração e Produção, Internacional e de Gás e Energia.


Os diretores e o doleiro negociavam com diretores de empreiteiras o percentual da propina. Em troca, as empresas conseguiam os contratos. A propina saía dos cofres das empreiteiras e era distribuída aos diretores da Petrobras, a políticos e ao doleiro Alberto Youssef.


Treze empreiteiras foram citadas no depoimento como participantes do esquema, entre elas: Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Mendes Junior.

O ex-diretor revelou os percentuais dos pagamentos. Dinheiro desviado de contratos da Petrobras.


“Me foi colocado lá pelas empresas, e também pelo partido que, dessa média de 3%, o que fosse Diretoria de Abastecimento, 1% seria repassado para o PP. E os 2% restantes ficariam para o PT, dentro da Diretoria que prestava esse tipo de serviço, que era a Diretoria de Serviços”, conta Paulo Roberto Costa.

Youssef confirmou que, sem propina, não tinha contrato.


Alberto Youssef: Se ela não pagasse, tinha a ingerência política e do próprio diretor que ela não fazia a obra se ela não pagasse.

Youssef exemplificou. “Vou explicar para Vossa Excelência entender. O contrato é um só. Uma obra da Camargo Corrêa, 3,48 bilhões, tá certo? Ela tinha 34 milhões, ela tinha que pagar por aquela obra para o PP. Eu era responsável por essa parte. A outra parte eu não era responsável. Ele tinha que pagar mais 1%, mais outros 34 milhões, ou 2%, no caso o Paulo Roberto está dizendo, para outro operador, que no caso, João Vaccari”, diz Alberto Youssef.


João Vaccari é tesoureiro nacional do Partido dos Trabalhadores. Segundo Paulo Roberto, em três diretorias da Petrobras, a propina não era dividida com outros partidos, ficava integralmente com o PT: Exploração e Produção, Gás e Energia e de Serviços. Segundo o ex-diretor, Vaccari era o operador do partido dentro da Petrobras. E fez indicação política junto com o ex-ministro José Dirceu.


“Dentro da área de serviços tinha o diretor, o diretor Duque, que foi indicado na época pelo ministro da Casa Civil, José Dirceu e ele tinha essa ligação com o João Vaccari dentro desse processo do PT”, explica Paulo Roberto Costa.


Paulo Roberto disse que Renato Duque recebeu dinheiro do esquema. Assim como Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras, que negociou a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O negócio gerou prejuízo de US$ 792 milhões, segundo o Tribunal de Contas da União. Cerveró virou diretor da Petrobras por indicação do PMDB, de acordo com Paulo Roberto.


O doleiro confirmou e complementou: os desvios só funcionaram por causa dos agentes públicos.


“Tinha gente muito mais elevada acima disso, inclusive acima de Paulo Roberto Costa. No caso, agentes públicos. Esse assunto ocorria nas obras da Petrobras e eu era um dos operadores”, explica Alberto Youssef.


Paulo Roberto Costa chegou à Diretoria de Abastecimento da Petrobras graças a uma escolha política. Segundo o doleiro Alberto Youssef, a nomeação dele em 2004 foi viabilizada por pressão no Congresso. Ele afirmou que o ex-presidente Lula cedeu a aliados e aceitou a indicação.


“Eu tenho conhecimento que para que o Paulo Roberto Costa fosse, assumisse a cadeira de diretor da Diretoria de Abastecimento... esses agentes políticos trancaram a pauta no Congresso durante 90 dias. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou louco, teve que ceder e realmente empossar o Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento”, lembra Alberto Youssef.


Segundo os depoimentos, o esquema durou cerca de seis anos. E só terminou assim que Paulo Roberto deixou a diretoria de abastecimento, em abril de 2012, já no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Os pagamentos feitos depois disso, de acordo com eles, eram pendências e não propina de novos contratos. O suborno era pago em dinheiro vivo. Paulo Roberto afirmou que já chegou a ser pago em um shopping. E também confirmou que o dinheiro desviado abasteceu campanhas eleitorais em 2010.


“Nós tínhamos reuniões com uma certa periodicidade com esse grupo político. E essa periodicidade então se comentava, ó, recebemos isso, recebemos aquilo e etc. Na minha agenda que foi apreendida na minha residência tem uma tabela, detalhada junto ao Ministério Público e esta tabela ela revela vários valores de agentes políticos, de vários partidos que foram relativos a eleição de 2010”, conta Paulo Roberto Costa

Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef não citaram nomes de autoridades com foro privilegiado porque essa análise só pode ser feita pelo Supremo Tribunal Federal. Os depoimentos foram dados no processo sobre lavagem na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Paulo Roberto foi diretor do Conselho de Administração, autoridade máxima na estrutura da refinaria. E confirmou.


Juiz: O senhor confirma que houve, então, um superfaturamento, na obra da Abreu e Lima?
Paulo Roberto Costa: Eu confirmo que além do BDI que as empresas colocam, que são seus custos indiretos mais o seu lucro... Essas do cartel, vou repetir de novo aqui, não são todas as empresas. São empresas do cartel, colocaram em média esse percentual a mais para poder atender a interesses políticos.


O doleiro confirmou que empresas do esquema até chegaram a executar serviços, mas a preços que incluíam a parte da propina.


Alberto Youssef: O que eu quero dizer é o seguinte, a Vossa Excelência: que realmente a Sanko executou esses serviços, realmente a Sanko forneceu os equipamentos para a Camargo Corrêa, mas foi colocado um acréscimo valor nas notas de serviço para que ele pudesse me fazer o repasse.


Juiz: Esse acréscimo corresponde exatamente ao valor que foi depositado nas suas contas depois, nas contas que o senhor controlava?
Alberto Youssef: É, parte sim e parte, não.


O ex-diretor já fez delação premiada e cumpre prisão domiciliar no Rio. Ao juiz, ao Ministério Público e advogados, ele resumiu a lógica que fez o esquema funcionar por tanto tempo.


“Se houve erro, e houve erro... foi a partir da entrada minha na diretoria por envolvimento com grupos políticos principalmente que, usando a oração de São Francisco, que é 'dando que se recebe'. Eles usam muito isso”, explica Paulo Roberto Costa.


O Partido dos Trabalhadores, PT, repudiou com veemência e indignação o que classificou de declarações caluniosas de Paulo Roberto Costa. O PT negou ter recebido dinheiro desviado da Petrobras e declarou que todas as doações para o partido seguem as normas legais e são registradas na Justiça Eleitoral.


Segundo a Secretaria Nacional de Finanças do PT, o depoimento do ex-diretor Paulo Roberto Costa está carregado de informações distorcidas e mentirosas e o secretário João Vaccari Neto nunca tratou de qualquer assunto com ele.


Tanto o Partido Progressista quanto o PMDB declararam que desconhecem o teor das denúncias porque não tiveram acesso ao conteúdo da delação.


O advogado de Nestor Cerveró disse que não existe nenhuma investigação contra o cliente dele.


Renato Duque disse que desconhece o teor dos depoimentos e que vai entrar com uma ação penal contra Paulo Roberto Costa.


O ex-ministro José Dirceu declarou que não foi ele quem indicou Renato Duque para a  Diretoria de Serviços da Petrobras.


A Petrobras declarou que tem colaborado com as investigações e que tem sido reconhecida, pelas autoridades, como vítima nesse processo de apuração.


A Camargo Corrêa, a Odebrecht, a Queiroz Galvão, a Sanko Sider e a Andrade Guttierrez negaram ter cometido irregularidades. A Mendes Júnior declarou que não se pronuncia sobre processos em andamento. A OAS não retornou nossas ligações.


O Palácio do Planalto e o ex-presidente Lula declararam que não vão se manifestar sobre o assunto.

Fonte: jornal-nacional

“O acordão contaminou todos que estavam por perto”, diz Robinson Faria em debate

Foto: Divulgação
O resultado nas urnas no primeiro turno foram avaliadas pelo candidato ao Governo do Estado, Robinson Faria (PSD) durante debate na Band nesta quinta-feira (9). “Nós fomos os vitoriosos nas urnas e chegamos ao segundo turno. A nossa senadora venceu e os nossos deputados estão eleitos. Já os candidatos apoiados por você, mentor do acordão, foram todos contaminados.  O seu acordão contaminou todos os que estavam por perto, inclusive deputados que não mereciam a derrota que o acordão proporcionou a eles”, disse Robinson em debate na Band.

Para o candidato, a leitura das urnas é que o eleitor potiguar repudia o “acordão” planejado pelo candidato do PMDB. Robinson lembrou que a coligação Liderados Pelo Povo elegeu a senadora Fátima Bezerra (PT), deputados e venceu em grandes colégios eleitorais do RN como Mossoró, Pau dos Ferros e Assú.

Ao deputado Henrique, Robinson perguntou sobre seus projetos pelo Estado – a Câmara dos Deputados lista apenas 4 projetos em 44 anos – e o candidato não respondeu. Perguntou sobre seus processos que o acusam e ainda sobre como o deputado se sente com o nome envolvido em escândalos nacionais. Henrique não respondeu aos questionamentos.

Os projetos de infraestrutura e desenvolvimento econômico foram destacados por Robinson durante o debate na Band. Mediado pelo jornalista Diógenes Dantas, o candidato Robinson respondeu a questões como saúde, gestão pública, educação e segurança com propostas apresentadas por Robinson para o Rio Grande do Norte. 

Na questão da infraestrutura, Robinson apresentou propostas de melhorias na logística de distribuição de produtos produzidos em terras potiguares; as melhorias na configuração portuária; o Plano de Integração Logístico através dos chamados eixos do desenvolvimento e a revitalização das Rotas Aéreas no Estado.

“Vamos construir um terminal oceânico no Rio Grande do Norte para garantir o transporte de granéis, produção agrícola e equipamentos com grande volume e vamos otimizar o Porto de Natal”, destacou Robinson.

Pensando no desenvolvimento econômico, o governo Robinson irá priorizar o Plano de Integração Logístico, conhecido como os eixos do desenvolvimento através do corredor logístico na grande Natal para propiciar o tráfego de cargas ligando o aeroporto de São Gonçalo, o Porto de Natal, as ZPEs e o novo Terminal Oceânico.

Durante o debate, Robinson falou sobre a importância da das ligações das principais BRs que ligam a capital ao interior do Estado. “Vamos unificar as regiões e garantir o escoamento da produção potiguar ao mesmo tempo em que vamos facilitar o deslocamento de pessoas”, justificou.

Sobre a saúde, Robinson assumiu o compromisso de reestruturar os hospitais regionais; criar Centros de Diagnósticos em Natal e Mossoró e garantir atendimento de qualidade a população.

Na segurança o candidato destacou o investimento de 10% do orçamento estadual para a segurança pública; colocar os policiais nas ruas através da Polícia de Proximidade; ampliação dos projetos de inteligência da Polícia e prevenção de drogas.