Os servidores do Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep)
ameaçam paralisar 100% as atividades na sexta-feira, dia 5 de outubro,
às vésperas das eleições municipais para prefeito e vereador nos 167
municípios do Rio Grande do Norte, que ocorrem no dia 7. A paralisação
será efetivada caso o Governo não reabra as negociações com a categoria
sobre o envio do Estatuto do órgão, que faz parte da estrutura estatal
e vinculado à Secretaria Estadual de Saúde Pública.

A
decisão de parar com os serviços do necrotério, com o recebimento e
autópsias de cadáveres de pessoas que sofreram morte violenta e também
a realização de laudos técnicos em razão de flagrante delito, que vêm
sendo realizados com 30% do quadro de pessoal, ocorreu na assembléia da
noite de ontem, mas só anunciada para a imprensa na manhã desta
sexta-feira (28), na sede do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores
da Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sinpol)), onde a categoria
voltou a se reunir.
Para a vice-presidente do
Sinpol, Renata Pimenta, está faltando vontade política ao governo
Rosalba Ciarlini para fechar o acordo sobre o Estatudo do Itep, "pois
falta pouca coisa" para isso, relacionada principalmente a questões
financeiras e alguns direitos trabalhistas que, na opinião dela,
precisam ser garantidos aos funcionários do Itep. Renata Pimenta disse
que a criação do Estatuto "é necessária para profissionalizar o Itep" e
evitar que o órgão "continue sendo um cabide de emprego", como, segundo
ela, foi transformado ao longo dos anos pela classe política.
O
presidente do Sinpol, Djair Oliveira, disse que a prática de transferir
ou relotar servidores de outros órgãos para o Itep continua, mesmo com
a greve da categoria, que está de braços cruzados há 27 dias, mas
mantém serviços essenciais através dos 30% dos servidores que seguem
trabalhando em respeito à lei de greve.
Na
terça-feira (26), representantes do Governo e dos servidores
participaram de uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça do
Estado para que se chegasse a um acordo sobre a greve sobre o corto no
ponto dos grevistas, mas não houve avanço. O caso será apreciado e
decidido pelo Pleno do Tribunal.
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