
Os candidatos ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte, além da
disputa nas urnas, travam uma guerra no Judiciário. Em pouco mais de
duas semanas, desde o início do segundo turno no dia 6 de outubro, as
assessorias jurídicas de Henrique Eduardo Alves, do PMDB, e Robinson
Faria, do PSD, impetraram 76 processos no Tribunal Regional Eleitoral
(TRE-RN). No período, foram protocoladas 4,4 peças jurídicas por dia, em
média.
A judicialização da disputa eleitoral chama atenção, no Rio Grande do
Norte, pela significativo aumento registrado quando comparadas as
Eleições de 2010 com o pleito deste ano. O percentual de processos
cresceu 157%, saindo de 79 processos, há quatro anos, para 203
protocolados até esta quinta-feira quando, às 09h40 (horário local), o
TRE-RN registrava 194 pedidos de direito de resposta e, no final da
tarde, o número tinha subido para 203. O número, porém, é referente
somente aos casos que envolvem o requerimento de direito de resposta em
desfavor de cada oponente. De acordo com a assessoria de imprensa do
TRE-RN, o quantitativo global de processos referentes às Eleições 2014 é
muito superior, pois envolve, dentre outras naturezas, as peças
jurídicas relacionadas à propaganda dos candidatos, ao acúmulo de
santinhos deixados em via pública, dentre outros casos.
O presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, somente neste
segundo turno, entrou com 39 processos contra o concorrente. Robinson
Faria, do PSD, ingressou com 31 ações em desfavor do peemedebista, com
quem polariza a disputa desde o início e abriu vantagem nesta reta
final, conforme pesquisa Ibope publicada semana passada. O atual
vice-governador do Estado, Robinson Faria, também processou dois
veículos de Comunicação. Os jornais impressos, Tribuna do Norte e Novo
Jornal, que circulam no Rio Grande do Norte, tiveram que publicar
‘Direito de Resposta’ em favor do candidato do PSD.
Faria, nos processos abertos contra os jornais, alegou a veiculação
de informações inverídicas a ele relacionadas. Pelo mesmo motivo, o juiz
eleitoral Cícero Macedo condenou Henrique Eduardo Alves com a perda de
um minuto e 32 segundos no seu programa eleitoral. A maciça maioria dos
pedidos de direito de resposta envolve a suposta prática dos crimes de
calúnia, injúria e difamação. Das mais de duas centenas de processos
analisados pelos juízes eleitorais, menos de uma dezena teve decisão
favorável ao impetrante.
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