Com o sigilo, somente as partes envolvidas terão acesso ao processo

Carro com marca da TelexFree na cidade Lucas do Rio Verde no estado do Mato Grosso
(Ivan Pacheco)
Um despacho divulgado nesta quarta-feira pelo desembargador Samoel
Evangelista, do Tribunal de Justiça do Acre, determinou que o caso
TelexFree tramite em segredo de Justiça. Segundo o desembargador,
o documento atende ao pedido feito pelo Ministério Público e pela
empresa Ympactus Comercial Ltda, razão social da TelexFree. O MP
alegou que os autos continham informações acobertadas por sigilo
bancário e fiscal - o que prejudicava as investigações. Com o
sigilo, somente as partes envolvidas terão acesso ao processo.
Além da TelelexFree e da BBom, as mais conhecidas, outras 31 empresas
estão sendo investigadas pelo Ministério Público pela criação de
pirâmide financeira, que configura crime contra a economia popular. A
ação faz parte de uma força-tarefa de promotores e procuradores do
Ministério Público de diversos estados brasileiros para desmembrar esse
tipo de atividade ilegal, entre eles Goiás, Espírito Santo, Acre, Santa
Catarina, Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco.
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A BBom e a TelexFree já tiveram seus bens congelados durante a
investigação. No caso da primeira, a inserção de novos integrantes na
rede era feita sob a alegação de que eles seriam parceiros em um
comércio de rastreadores, que, segundo a investigação, era um negócio de
fachada e nem mesmo os rastreadores eram homologados junto à Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel). No caso da segunda, era
comercializado um sistema de telefonia via internet, o VOIP (Voice Over
Internet Protocol).
Na última semana, um advogado conseguiu na Justiça o direito de reaver o dinheiro aplicado na TelexFree.
Samir Badra Dib deverá receber 101 000 reais quando os bens da empresa
forem desbloqueados. Apesar da vitória no Tribunal, a atitude do
advogado é desaconselhada pelo MP. A
promotora Alessandra Garcia Marques divulgou nota na segunda-feira
pedindo que os investidores atingidos pelo bloqueio de bens da TelexFree
não entrem com ações individuais contra a empresa. A justificativa é de
que o próprio MP do Acre já ajuizou uma ação civil pública com o
propósito de ressarcir os mais de mil "investidores" envolvidos.
Fonte: veja.abril.com.br
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