A PEC do Orçamento Impositivo precisa agora ser
votada em segundo turno pelos deputados, o que deverá ocorrer na
quarta-feira da próxima semana (21).

A PEC do Orçamento Impositivo precisa agora ser votada em segundo
turno pelos deputados, o que deverá ocorrer na quarta-feira da próxima
semana (21). Depois disso, ela será encaminhada para apreciação, também
em dois turnos, do Senado Federal. Se o texto for alterado pelos
senadores, a proposta voltará à Câmara para duas novas votações. Depois
disso, será promulgada pelas mesas do Senado e da Câmara e passará a
integrar a Constituição.
O texto aprovado pelo plenário da Câmara é o mesmo que foi aprovado
por uma comissão especial na semana passada. Pela proposta, é
obrigatória a execução financeira, de forma isonômica, das emendas
parlamentares (deputados e senadores) individuais, até 1% da receita
corrente líquida no exercício do ano anterior. O valor corresponde a
cerca de R$ 10,5 milhões para cada parlamentar.
O Orçamento Impositivo para as emendas parlamentares foi uma promessa
de campanha do então candidato à presidência da Câmara, deputado
Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Ele se empenhou pessoalmente em todas
as discussões e negociações para a aprovação da PEC. De acordo com
Alves, a aprovação da proposta era fundamental para o Parlamento. “Esta
matéria não é vitória do governo, não é derrota do governo, não é
vitória de quem quer que seja. É uma vitória do Parlamento”, “É a
independência dessa Casa”, disse.
O governo sempre se posicionou contrário a aprovação do Orçamento
Impositivo. Tentou impedir a aprovação da proposta. Como sentiu as
dificuldades em barrar a aprovação, tentou incluir dispositivo para
destinar a maior parte dos recursos das emendas parlamentares impositiva
para a área da saúde. A ministra das Relações Institucionais, Ideli
Salvatti, passou parte da tarde de hoje tentando convencer as lideranças
a incluir na proposta mais recursos para a saúde.
Ontem pela manhã, a ideia inicial era destinar 30% das emendas
impositivas para ações em saúde. O governo queria que fosse 50%. À
noite, pouco antes da votação da PEC no plenário, o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, compareceu à Câmara, onde os líderes da base buscavam
um acordo para votação da PEC. Padilha fez um apelo para que fossem
destinados 50% para a saúde.
Ao fim das negociações, o presidente da Câmara disse que não era
possível alterar o texto para incluir os recursos para a saúde, uma vez
que não tinha sido apresentada qualquer emenda durante a tramitação da
PEC destinando recursos para o setor. Segundo ele, o melhor seria não
correr riscos e aprovar a proposta como ela foi aprovada na comissão
especial e deixar que o Senado faça as alterações, e depois a PEC voltar
para novas votações na Câmara.
Fonte: Agência Brasil
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