
O mundo está com excesso de oferta e o
ritmo de reequilíbrio é tão lento que mesmo fatores geopolíticos, como a
guerra civil em curso na Nigéria, não são suficientes para compensar a
queda nos preços. A recente tendência de alta nas atividades de
perfuração de petróleo dos EUA, o retorno esperado da Líbia para os
mercados exportadores de petróleo, e o provável aumento na produção da
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como no Iraque e
no Irã no mês passado, têm contribuído para o sentimento negativo nas
últimas semanas. Somando-se a estas preocupações, tanto os EUA quanto as
refinarias com base na Ásia estão passando pelo seu período de
manutenção sazonal, o que geralmente aumenta ainda mais os estoques.
Esta queda sazonal dos preços ainda tem
espaço para direcionar o petróleo para US$ 35 antes de talvez reverter
para ganho até final do ano. O aumento da atividade em poços e
plataformas dos EUA sinaliza que pode demorar mais tempo do que o
esperado para a oferta e a demanda se reequilibrarem. Depois que o
petróleo atingiu o patamar de US$ 50 o barril, o número de plataformas
nos EUA subiu nas 8 das 9 últimas semanas, elevando a contagem em 18%
durante esse período.
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