
O lobista Fernando Baiano, ligado ao PMDB, ainda negocia acordo de
colaboração premiada com os representantes do Ministério Público
Federal.
O lobista Fernando Soares,
mais conhecido como Fernando Baiano, sugeriu para integrantes do Ministério
Público Federal (MPF) que pode entregar informações sobre a possível participação
de três pessoas de peso do PMDB nos
desvios de recursos da Petrobras. A informação é destaque hoje (28) na Folha de São Paulo.
O jornal paulista apurou que ele citou nomes como o do
potiguar Henrique Eduardo Alves, ministro do turismo, Renan Calheiros,
presidente do Senado e também de Eduardo Cunha, presidente da Câmara. O lobista
também teria adiantado que tem como fornecer mais elementos também sobre o
papel de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, no
esquema.
De acordo com a Folha, embora não tenha detalhado a atuação
de trio peemedebista ou de Cerveró, Baiano adiantou que pode contribuir com
informações novas. Essa é a condição imposta pelos investigadores para fechar o
acordo, que garantiria ao lobista penas atenuadas pelos crimes que cometeu.
As conversas com Baiano começaram há cerca de um mês, em
Curitiba, onde o lobista está preso numa cela da Superintendência da Polícia
Federal desde novembro de 2014. Só na última semana, ele teve dois encontros
com os procuradores, disse a Folha.
Conforme publicação do jornal paulista, o acordo está
praticamente fechado e deve ser feito na próxima semana, segundo fontes ligadas
a Policia Federal e à defesa do lobista. Cunha, Renan e Cerveró já são alvos da
Lava Jato. Cunha foi denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) na semana
passada por corrupção e lavagem de dinheiro. Cerveró já foi condenado, também
por corrupção e lavagem de dinheiro. Renan é alvo de inquérito em curso no STF.
Procurados pelo jornal, Renan e Henrique Alves informaram
que não iriam se pronunciar. O advogado de Eduardo Cunha não retornou os
contatos feitos pela reportagem. A assessoria do PMBD afirmou que jamais
autorizou quem quer que seja a se apresentar como operador da legenda.
Já Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró, disse que
informações colhidas em delações premiadas de suspeitos presos em Curitiba não
têm qualquer credibilidade. De acordo com ele, esses personagens sofrem terror
psicológico e só aceitam falar para se verem livres da carceragem da PF, afirma
a Folha.
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