
O candidato do PSD a governador do Rio Grande do Norte, Robinson
Faria (PSD), se disse indignado com as baixarias do candidato do PMDB,
Henrique Alves, utilizadas na reta final da campanha com o intuito de
reverter o quadro desfavorável nas pesquisas. Atingido em sua honra, o
vice-governador afirmou que o adversário quis passar, no início da
campanha, imagem de líder maduro, ao destacar que faria uma campanha de
alto nível. Entretanto, de acordo com Robinson, essa máscara caiu,
provando que a postura inicial de Henrique era apenas de um personagem.
“Minha indignação é quanto à mudança da condução da campanha do
opositor, o desespero. Bastou a pesquisa sinalizar nossa vitória,
começou o festival de baixarias. Isso me causa indignação e
perplexidade. A população não queria que a campanha fosse nesse nível.
Todos os dias são mentiras, acusações, calúnias. A população não suporta
mais esse tipo de atitude. Eu mesmo esperava que o candidato tivesse
outra conduta. Até pelo cargo que ele ocupa, de presidente da Câmara dos
Deputados, um dos mais importantes do Brasil. Jamais imaginei que ele
pudesse ter posto a campanha nesse nível de tantas baixarias”, disse
Robinson.
Na reta final da campanha eleitoral deste ano, Henrique apresenta sob
forma de “escândalo” o fato de Robinson possuir 98 apartamentos no
residencial Caravelas, em Parnamirim, que faz parte do Minha Casa, Minha
Vida. A defesa de Robinson explicou que não há nada de irregular nisso.
Ele era proprietário do terreno onde foram construídos os apartamentos e
ficou com parte dos imóveis como permuta. Um contrato, inclusive,
“totalmente legal”, segundo a defesa. A justiça já se pronunciou a
respeito, acatando a defesa de Robinson e determinando direito de
resposta no programa de Henrique. O juiz eleitoral Cícero Macedo, na sua
decisão, disse que “a inverdade contida na propaganda busca passar, com
informações distorcidas, uma imagem negativa e maculadora da honra e
imagem do candidato Robinson Faria”.
PERSONAGEM
Robinson criticou duramente a conduta de Henrique. Para o candidato
do PSD, que, segundo a última pesquisa Ibope, tem 54% dos votos contra
46% do opositor, o nível da campanha de Henrique mostra a face real do
peemedebista. “Henrique falou no começo da campanha que era um novo
Henrique, que tinha feito reflexão, que tinha sepultado o passado. Só
que era um personagem; não era real. O verdadeiro Henrique é esse.
Radical, acusando, promovendo baixarias, usando os veículos de
comunicação ligados a ele para atacar os adversários. Esse é o
verdadeiro Henrique. O Henrique do começo da campanha era uma farsa.
Minha indignação é essa. Esperava uma campanha do mais alto nível. E ele
voltou àquelas práticas políticas velhas, antigas, ultrapassadas, e que
o povo não quer mais”, observou ainda o vice.
Na visão de Robinson, Henrique subestimou que tinha um adversário que
poderia crescer. “Ele se achava vitorioso, e quis passar para o povo a
posição de um líder maduro. Mas era apenas um personagem. Bastou a
campanha passar para o segundo turno que a máscara caiu. E ele voltou a
ser o velho Henrique de sempre. Ou seja, Henrique não mudou, não vai
mudar, nem é mudança”, finalizou Robinson.
Mineiro: “Índice de baixaria é o indicador de derrota medido pelo Instituto do Desespero”
O deputado estadual reeleito Fernando Mineiro (PT) declarou na manhã
desta quarta-feira que o nível de baixaria na campanha de Henrique Alves
(PMDB) é um indicador da derrota eleitoral do candidato no próximo
domingo. Segundo Mineiro, o desespero do peemedebista é compreensível,
vez que contava com vitória no primeiro turno da eleição, e agora se vê
na iminência de uma derrota no segundo turno. “Acho que esse processo de
baixarias acabou servindo para tirar a máscara de quem dizia que faria
uma campanha propositiva. No meu ponto de vista, o índice de baixaria é o
indicador de derrota, medido pelo instituto do desespero. Quanto maior o
nível de baixaria, menor é o voto do eleitor”, afirmou o petista, que
coordena a campanha eleitoral de Robinson em Natal.
Mineiro torce para que o nível da campanha melhore, mas destacou não
ter ficado surpreso com o chamado “marketing do esgoto”, usado na
campanha de Henrique para tentar reverter o quadro eleitoral adverso
mostrado pela pesquisa Ibope (56% para Robinson e 46% para Henrique).
“Sobre o nível da campanha, espero que não prevaleça tão baixo. É
desespero, compreensível, para quem cantava em verso e prosa que
ganharia a eleição numa barbada. Eu sou um cara compreensível,
compreendo a agonia das pessoas”, disse o petista, destacando que,
embora não tenha ficado surpreso, o fato é que, “na iminência da
derrota, o adversário usa de todas as armas, o que só aprofunda a
derrota”.
Ao partir para expedientes sensacionalistas e falaciosos no programa
de rádio e TV, tentando criar escândalos inexistentes, como o dos
apartamentos da MRV, Henrique encarna o que representa como político,
segundo Mineiro. “Eu disse que Henrique era a síntese dos últimos 40
anos de campanha no RN. Esse tipo de coisa é uma das características
desse passado. Ele representa esse passado, é da cultura dele”,
observou.
Para o petista, Robinson vencerá a eleição no próximo domingo porque o
uso de estratégias como a utilizada por Henrique “só faz diminuir a
votação de Henrique”. E insiste: “O índice de baixaria é inversamente
proporcional ao índice de votos. Quanto maior a baixaria, menor o voto.
Não me baseio por pesquisa para medir isso, mas pelo instituto
desespero”, afirmou, destacando que, apesar disso, na reta final, a
disputa será voto a voto. “Nada de já ganhou, apesar de todos os
indicativos. Venceremos a eleição, tanto local, como nacional. Vamos
ganhar em Natal, devido ao debate e à discussão e ao convencimento das
pessoas. Voto a voto até o último momento e vamos ganhar”, frisou.
NACIONAL
Sobre a retomada da dianteira segundo as pesquisas, obtida pela
candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, Mineiro se
disse seguro da vitória contra o tucano Aécio Neves. “Vamos ganhar. Há
uma reação da sociedade. Aécio começou com baixaria, atacando, fazendo
ironias, utilizando os mesmos processos. A disputa é muito densa na
sociedade. Mas as pessoas vão amadurecendo, porque, por traz da
baixaria, as pessoas amadurecem. Na verdade, as pesquisas internas já
tinham os indicativos da vitória de Dilma Rousseff neste segundo turno”,
afirmou.
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