segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Amigos e familiares enaltecem legado de Iberê Ferreira

Amigos e familiares participam, na manhã de hoje (15), do velório do ex-governador Iberê Ferreira de Souza, que ocorre na Escola de Governo. Após 40 anos de vida pública, Iberê é considerado exemplo por amigos e familiares.






"Ele foi um político conhecido em todo o Estado e pela região dele, o Trairi. Um pai muito amigo, companheiro de todas as horas. Ele é um exemplo, me dava forças para lutar junto", disse João Olímpio Ferreira de Souza, conhecido como Joca, filho de Iberê. "Iberê tem uma historia política muito bonita. Esteve mais de 40 anos na vida pública, sempre ativa. O seu grande sonho era encerrar a vida publica como prefeito de Santa Cruz". disse o primo e deputado Ezequiel Ferreira.





Além dos familiares, amigos também enalteceram a figura política de Iberê. O ex-prefeito de Santa Cruz e deputado estadual Tomba Farias disse que o Rio Grande do Norte teve uma "perda irreparável".

"Ele foi tudo na vida política de Santa Cruz. Foi meu professor e líder, amigo pessoal, a quem devo a minha vida política. Sabemos que esta é uma perda irreparável", disse Tomba Farias.


O velório de Iberê Ferreira vai prosseguir até as 15h, quando terá início uma missa de corpo presente celebrada pelo arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha. Em seguida, um cortejo levará o corpo de Iberê em carro aberto até o cemitério Morada da Paz, em Emaús, onde será sepultado.

PM prende suspeitos e contabiliza montante levado dos caixas eletrônicos em Baía Formosa

Na madrugada desta segunda-feira, a Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte empreendeu diligências, após o registro de uma explosão a um caixa eletrônico em Baía Formosa.
Durante as buscas, militares do 8º BPM interceptaram um veículo conduzido por dois suspeitos e conseguiram apreender o material utilizado para a explosão, materiais de fraude e clonagem de cartões, além do montante subtraído dos caixas eletrônicos.
Ao todo, foram recuperados R$ 143,7 mil em cédulas de R$ 10, 20, 50 e 100 – os quais foram entregues à autoridade de Polícia Civil, juntamente com o material apreendido e os suspeitos envolvidos para as providências legais.

Homem passa mal e morre durante corrida de rua em Natal

Um homem de 60 anos passou mal e morreu durante uma maratona neste domingo (14) na praia do Forte, em Natal. A organização do evento informou que a vítima, identificada como José Carlos de Andrade, sofreu um infarto quando terminava a prova de 21 quilômetros. A vítima foi atendida por uma ambulância perto da linha de chegada, nas proximidades da Fortaleza dos Reis Magos. A vítima ainda foi levada para a Casa de Saúde São Lucas, mas não resistiu e faleceu.

O organizador da maratona, Karley Tondofe, conta que a equipe médica tentou reanimar o homem por cerca de 30 minutos. "Era uma pessoa que já fazia corrida de rua e estava perto de completar os 21 quilômetros. Lamentamos e prestamos nossa solidariedade à família", afirma.

A cardiologista Isabela Sacilotto Villar, que acompanhava José Carlos como médica e companheira de treinamento, explica que a vítima estava com todos os exames em dia. Era uma pessoa se preocupava muito com a saúde. Por ser um atleta de alta performance, tinha muito cuidado com os exames dele", relata. De acordo com a médica, o paciente já tinha histórico de atleta.

"José Carlos corria desde jovem. Não tinha pressão alta, diabetes, não bebia e não fumava. O colesterol estava sob controle e ele usava os medicamentos. Mesmo assim, é possível uma pessoa com coração bom sofrer um infarto", ressalta.

A cardiologista esteve no hospital e diz ter achado o paciente desidratado. "Há suspeita de desidratação. Soube que ele teve um quadro de diarréia ontem e talvez não tenha feito o aporte de água suficiente. Na hora do infarto ele estava em condições extremas do corpo, terminando a prova. O sol também estava forte. Foi uma fatalidade", detalhou a médica.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

PRF monitora concentrações do MST às margens de três BRs no RN

Policiais rodoviários federais monitoram, desde o início da manhã desta sexta-feira (12), concentrações de manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) acampados às margens de três rodovias federais que cortam o Rio Grande do Norte. O objetivo, segundo a própria PRF, evitar que as Brs sejam obstruídas como aconteceu na última quarta-feira (10), quando o MST interrompeu o trânsito nas BRs 101, 226, 304 e 406. Por determinação da Justiça, forças policiais têm autorização de usar a força caso alguma rodovia seja interditada.

De acordo com o núcleo de comunicação da PRF, os policiais estão atentos a possíveis eventos de bloqueios às margens da chamada Reta Tabajara (Km 282 da BR-304) em Macaíba, na Grande Natal, no Km 163 da BR-406, em Ceará-Mirim, e no Km 58 da BR-101 Sul, em Maxaranguape. Contudo, o trânsito segue fluindo normalmente.
Justiça Federal – Com solicitação da própria PRF à Advocacia Geral da União (AGU), a juíza Sophia Nóbrega Câmara Lima determinou uso da força policial para impedir bloqueios nas rodovias federais que cortam o estado.
No fim da tarde desta quinta-feira (11), policias rodoviários federais entregaram a ordem da magistrada aos líderes do movimento. “Ato reforçado no início desta manhã. Até o momento, apesar da concentração de pessoas em alguns pontos às margens das BRs, não ocorreram bloqueios à passagem de veículos ou pessoas”, informou a PRF.

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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Diretório comandado por Alves embolsou R$ 5 milhões da OAS e Queiroz Galvão

A OAS e a Queiroz Galvão, empresas envolvidas no suposto esquema de desvio de dinheiro da Petrobras, doaram R$ 5 milhões para o Diretório Estadual do PMDB, presidido pelo candidato a governador Henrique Eduardo Alves. E, desse valor, mais de R$ 1 milhão foram repassados a campanha do próprio Henrique. A informação foi veiculada na manhã de hoje pelo portal de notícias Universo Online, do Grupo Folha de S. Paulo. Foram R$ 3 milhões da OAS e R$ 2 milhões da Queiroz Galvão.
Henrique foi citado ao lado do presidente do Senado, Renan Calheiros, como suposto beneficiário de propinas pagas com sobra de recursos oriundos de contratos bilionários superfaturados da Petrobras. Ao todo, o ex-diretor da Petrobras afirmou, em depoimento, segundo a revista, que 12 políticos estiveram envolvidos em esquema de corrupção na estatal. Além de Henrique e Renan, foram citados o ex-governador do RJ, Sérgio Cabral, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte, e os senadores Ciro Nogueira e Romero Jucá, e os deputados Cândido Vacarrezza e João Pizzolatti.

Procurado pela reportagem do UOL, Henrique Alves e seus assessores não atenderam às ligações. Ontem, ele usou seu programa eleitoral na TV para rebater as acusações de envolvimento em um suposto esquema de corrupção na Petrobras. “Não existe ali nenhuma denúncia contra mim fundamentada em provas, documentos ou testemunhas”, disse. Segundo reportagem publicada pela revista “Veja” no último sábado 6, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou, em delação premiada a procuradores federais, que políticos do PMDB, PP, PT e PSB receberam propina de empreiteiras que firmaram contratos com a estatal – entre elas, OAS e Queiroz Galvão. O montante que teria sido desviado da estatal apenas para propinas chegaria a 3% dos contratos – cifras bilionárias.

Diversas construtoras investigadas na Operação Lava Jato da Polícia Federal fizeram doações de campanha, a exemplo da OAS, Queiroz Galvão, UTC Engenharia, Camargo Corrêa, Engevix e Galvão Engenharia. Além de Henrique, outros nomes revelados na delação foram associados a doações de campanha. Cândido Vaccarezza, candidato à reeleição, recebeu diretamente R$ 150 mil da UTC. “Sou amigo há muitos anos do dono da UTC. Ele já doou para mim na outra eleição (de 2014). A UTC doa para todo mundo, pode ver. Não estou sendo investigado e não tenho nada com o Paulo Roberto Costa”, disse ao UOL.

Herdeiro político de Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, candidato ao governo do Rio de Janeiro, recebeu, por meio do comitê de campanha, R$ 3 milhões da OAS e R$ 1,5 milhão da Queiroz Galvão. Filho de Renan Calheiros, o candidato ao governo de Alagoas Renan Filho (PMDB) recebeu, ao todo, R$ 2,8 milhões das empreiteiras investigadas –R$ 1,6 milhão da OAS, R$ 500 mil da UTC, R$ 457 mil da Camargo Corrêa e R$ 230 mil da Queiroz Galvão.

Já o diretório alagoano do PMDB recebeu R$ 7,6 milhões –R$ 3,3 milhões Camargo Corrêa, R$ 2 milhões da OAS, R$ 1,8 milhão da Queiroz Galvão e R$ 500 mil da UTC. O senador Romero Jucá não é candidato, já que possui mais quatro anos de mandato. A direção do PMDB em Roraima, Estado do parlamentar, recebeu R$ 600 mil em doações da OAS. Mesma situação ocorre com o senador Ciro Nogueira. O diretório do PP no Piauí ganhou R$ 500 mil da OAS.

O deputado João Pizzolatti Filho desistiu de tentar a reeleição após ter a candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. O filho dele, João Pizzolatti Neto (PP-SC), indicado pelo pai para disputar uma vaga na Câmara, recebeu R$ 100 mil da OAS, mais da metade do total que já arrecadou em doações (R$ 178 mil). Mário Negromonte não disputará nenhum cargo, mas seu filho, o deputado estadual Mário Negromonte Jr. (PP-BA), que concorre ao cargo de deputado federal, recebeu R$ 200 mil da OAS e R$ 100 mil da UTC.

Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Norte, silenciaram na manhã de ontem sobre a citação do nome do aliado na delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, conforme revelado pela revista Veja. O presidente do DEM, senador José Agripino Maia, o deputado federal Felipe Maia (DEM), o deputado federal João Maia, presidente estadual do PR, e a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, presidente estadual do PSB, preferiram não abordar o tema, considerado delicado para a campanha do candidato peemedebista.

OUTRO LADO
O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, afirmou que não há irregularidade em receber doações de empreiteiras suspeitas de pagar propina a políticos de sua sigla. “Todas as doações são legais. Não vejo o menor obstáculo para essas doações. Não vejo diferença em receber de empreiteira, banco, mineradora, empreiteira, montadora. O grande câncer das eleições é o caixa dois.”

Henrique Alves e seus assessores também não atenderam às ligações feitas pela reportagem. Ontem, ele usou seu programa eleitoral na TV para rebater as acusações de envolvimento em um suposto esquema de corrupção na Petrobras.”Não existe ali nenhuma denúncia contra mim fundamentada em provas, documentos ou testemunhas”, disse. A reportagem ligou na noite desta terça-feira (9) para os diretórios estaduais do PP na Bahia e em Santa Catarina, mas ninguém atendeu aos telefonemas. No gabinete de Negromonte Jr. ninguém foi localizado.

Procuradas, OAS, UTC, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Engevix afirmaram que todas as doações seguem a legislação eleitoral. A Galvão Engenharia não respondeu ao contato feito pela reportagem. Sobre as investigações, a Camargo Corrêa afirmou que “já esclareceu anteriormente que não fez pagamentos a empresas com quem não tenha contratos legalmente estabelecidos e executados, muito menos com fins de repasse a políticos”.

Fonte: Jornal de Hoje

MST garante reuniões, mas promete repetir mobilizações

Duas reuniões estão marcadas para amanhã, 12, e segunda-feira, dia 15, após os bloqueios de trabalhadores do Movimento Sem Terra (MST) durante doze horas em sete pontos de rodovias no Estado. O primeiro encontro corresponde à principal reivindicação do grupo para liberação das rodovias ontem: uma reunião junto a um representante da direção nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Apesar de confirmado o encontro, assentados e acampados do MST garantem que a sexta-feira amanhecerá novamente com bloqueios, pelo menos, nos mesmos pontos de ontem.


Os bloqueios atingiram três das principais rodovias federais do Estado (BRs 101, 304 e 406), prejudicando durante uma média de 10 horas o trânsito entre a capital e todas as regiões do interior potiguar. Segundo o MST, a RN 307, que liga os municípios de Extremoz e Ceará-Mirim, também foi bloqueada. Motoristas de ônibus no terminal rodoviário de Natal citaram a interrupção, mas o Comando de Polícia Rodoviária Estadual disse não ter recebido qualquer chamado para o local.

Devido à manifestação, a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, se reúne hoje com o prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior, para discutir as reivindicações. Amanhã é a vez do representante nacional do Incra receber o MST e, na segunda, o grupo será recebido pela governadora.

Segundo Lucenilson Ângelo, representante do MST, que estava no bloqueio da BR-406, em Ceará-Mirim, na altura da comunidade de Massaranduba, estão entre as reivindicações do MST: a desapropriação do complexo açucareiro de Ceará-Mirim e de áreas ocupadas por acampamentos há mais de dez anos; infraestrutura para os assentamentos junto ao Governo do Estado, voltado à Educação, Saúde e Lazer; e a abertura da Central de Comercialização da Agricultura Familiar, na avenida Capitão Mor Gouveia.

Neide Cordeiro, representante do grupo na parada da BR-304, em Macaíba, acrescenta às reivindicações mais um ponto: discutir mudança na superintendência do Incra no Estado, porque o atual dirigente, Vinícius Ferreira estaria se negando a negociar com o MST. Ouvido pela reportagem, Vinícius Ferreira disse que não recebeu nova pauta de reivindicação do Movimento e a quem tem é antiga.

A maioria das interrupções teve início às 5h, mas de acordo com Lucenilson o primeiro começou às 3h30, da BR-406, em João Câmara. A liberação das vias começou por volta das 14h, da BR-304 em Mossoró, e a última, da BR-101 em Maxaranguape, pouco depois das 17h.

Durante toda a interdição das rodovias, apenas ambulâncias e veículos com pessoas com problemas de saúde foram autorizados a passar. A Polícia Rodoviária Federal esteve presente em todos os bloqueios acompanhando as manifestações.

Um dos bloqueios que mais complicou a vida dos motoristas foi o da altura da comunidade de Massaranduba, por falta de rotas alternativas. No local, cerca de 100 trabalhadores rurais bloquearam a BR-406 com areia, pneus e galhos. O clima era tranquilo, apesar do descontentamento dos motoristas que aguardavam o retorno do tráfego, principalmente condutores de caminhões, carretas e ônibus.No bloqueio na BR-304, entre Macaíba e Santa Maria, o clima era um pouco mais agitado, com queima de pneus, ânimos exaltados e a rodovia fechada por uma barreira de galhos, pneus e fumaça. Segundo a PRF, estavam reunidos cerca de 150 pessoas, mas o MST indicou 400 participantes.