segunda-feira, 27 de maio de 2013

Deputada Fátima Bezerra, do PT, chama o PMDB de incoerente

A deputada federal, Fátima Bezerra, do PT, afirmou na manhã de hoje, momentos após participar da homenagem ao senador peemedebista, Garibaldi Alves, que o PMDB do Rio Grande do Norte está sendo “incoerente” quando apoia o governo do DEM no Estado e no plano nacional é aliado político do governo Dilma Rousseff. “Queremos que o PMDB reveja essa posição e some com os partidos de oposição”, ressaltou a petista, reafirmando que deseja ser candidata à senadora nas eleições do próximo ano.
Fátima Bezerra disse ainda, que existe prioridades do PT nacional em primeiramente reeleger a presidenta Dilma Rousseff e em simultaneamente ampliar o número de deputados estaduais, no caso do Rio Grande do Norte passando de 1 para no mínimo 3 parlamentares e participar da chapa majoritária nos diversos Estados da federação, inclusive no Rio Grande do Norte, e o seu nome vem sendo cogitado. “O Senado não é um projeto pessoal e passa por uma ampla discussão com aliados. Vontade eu tenho, mas hoje sou candidata à deputada Federal”, disse Fátima Bezerra, acrescentando que o PT pretende ousar, eleger a sua primeira senadora no Estado e transformar-se na maior bancada no Senado.
NOME PARA O GOVERNO
Questionada sobre o melhor nome para o Governo do Estado em 2014, Fátima Bezerra afirmou: “o melhor é aquele que agregue e una o movimento de oposição”, disse ela, sendo acompanhada no seu raciocínio pelo vereador petista, Hugo Manso, que também participou da solenidade em homenagem aos 90 anos do senador Garibaldi Alves e é um dos nomes do PT para disputar uma vaga na Câmara Federal. O desejo do vereador petista já foi externado em entrevista a´O Jornal de Hoje. Ele diz entender que o PT não pode deixar de ocupar o espaço conquistada pela deputada Fátima Bezerra, caso a deputada petista tenha sua candidatura oficializada para senadora em 2014. Hugo Manso, que foi eleito vereador em 2012, tem uma boa visibilidade junto ao  eleitorado natalense, notadamente no segmento universitário na condição de professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte. Foi também candidato a senador em 2010.
BASE ALIADA
A deputada petista disse ainda, que as conversações para unir as oposições foram iniciadas, primeiramente com partidos que compões a base aliada da presidenta Dilma Rousseff como PDT, PC do B e PSD, para num segundo momento conversar com outras legendas que desejam se opor ao governo do DEM. “Vamos construir a unidade política da oposição”, afirmou, adiantando que a partir de agora haverá conversar coletivas através de reuniões nas cidades-polo. “Vamos fazer o debate de conteúdo programático, posteriomente a mobilização política”, observa.

“Não podemos responsabilizar a Dilma. Aqui não foi feito o b-a-bá”
A tese de que o Governo Estadual está sendo prejudicado pela falta de ações emergências do governo Dilma Rousseff para minimizar os efeitos da seca não é acatada pela deputada Fátima Bezerra. Sobre o assunto, ela afirmou o seguinte: “as ações do Governo Federal não estão chegando porque existe incompetência da atual gestão”. A deputada esclarece que a então governadora Wilma de Faria deixou tudo projetado com os recursos constando do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. “Não teve seca em 2011 nem em 2012 e o atual governo dispôs de tempo para se programar, mas não o fez”, critica a deputada do PT.
Concluindo, Fátima Bezerra lembrou que o governo Dilma Rousseff realiza um governo democrático e sem discriminação, atendendo a todos os Estado igualitariamente. “Não podemos responsabilizar o governo Dilma Rousseff, absolutamente. O problema é que aqui não foi feito o b-a-bá”, afirmou a petista. Questionada se uma possível candidatura do governador Eduardo Campos não atrapalhará o projeto de reeleição da presidenta Dilma Roussff, a deputada petista diz não acreditar que o pernambucano seja candidato, já que segundo ela, dentro do seu próprio partido, o PSB, existem setores contrários. (JP)

Bolsa Família: Caixa diz que houve imprecisão de informação

O presidente da CEF, Jorge Hereda, negou que erros no sistema da instituição tenham provocado a liberação antecipada do pagamento do Bolsa Família. 
 
O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, negou hoje (27) que erros no sistema da instituição tenham provocado a liberação antecipada do pagamento do Bolsa Família. Segundo ele, o banco não informou antes a antecipação da data de saques devido a uma imprecisão de informações.     
No último dia 18, um boato sobre o fim do Bolsa Família provocou uma correria de beneficiários às agências da Caixa para sacar o dinheiro. Na segunda-feira (20), o banco informou que antecipou a liberação do pagamento para evitar tumultos devido aos boatos. No entanto, no último dia 25, a Caixa, em comunicado, disse ter liberado os saques antecipados do programa na véspera do início dos boatos, no dia 17, em função de melhorias no cadastro de informações sociais.
Hoje, Hereda argumentou que a informação equivocada ocorreu em uma situação de crise. “A Caixa não mentiu. Tivemos uma informação equivocada com relação à data em que se abriu o sistema [de pagamento]. Foi uma informação imprecisa da Caixa, mas essa imprecisão só se justifica pelo momento que estávamos vivendo”, declarou Hereda.
O presidente negou ter ocorrido erro no sistema de pagamento do banco. Ele explicou que a instituição alterou o sistema de pagamento no dia 17 por causa da atualização do sistema de cadastro de informações sociais do governo federal, que fornece um número personalizado para cada cidadão inscrito em qualquer programa social da União. Em atualização desde março, o novo sistema substituiu o cadastro anterior, em vigor desde julho de 2000.
De acordo com o presidente da Caixa, o banco identificou 692 mil beneficiários com mais de um número no novo cadastro. Para impedir que essas famílias ficassem sem receber o Bolsa Família, por causa dos dois números de inscrição, a Caixa decidiu liberar o saque antecipado, sem informar aos beneficiários.
“O cartão é associado a um número de NIS [número de identificação social]. Como os números adicionais foram cancelados, isso poderia criar um transtorno para as famílias que teriam o dia de pagamento alterado. Então decidimos liberar o calendário”, explicou Hereda.
Ele ressaltou ainda que a decisão foi técnica e operacional, sem envolver o Conselho Diretor da Caixa. Segundo o presidente, o banco não pôde avisar as famílias com antecedência porque só soube do problema no dia em que rodou a folha de pagamentos.
Hereda negou que as famílias tenham recebido duplo benefício. “Não tivemos erro de sistema. A renovação do sistema do NIS não tem nada a ver com o sistema do pagamento do Bolsa Família. Pagamos todo mundo na folha. Ninguém recebeu mais do que tinha previsto nem deixou de receber”, ressaltou.
No último sábado (25), o banco informou que todos os benefícios do Bolsa Família relativos a maio tinham sido liberados na sexta-feira, 17 de maio, independentemente do calendário de saques. De acordo com o comunicado, a corrida de saques motivada por boatos sobre o fim do programa social só começou por volta das 13h de sábado (18). Na segunda-feira (20), o banco revogou os saques antecipados e retomou o calendário normal de pagamento.
O presidente da Caixa negou que a divulgação de um comunicado admitindo a liberação do saque antecipado, no último dia 25, tenha sido motivada por reportagem do jornal Folha de S.Paulo, sobre beneficiários que conseguiram sacar o Bolsa Família no dia 17, antes da data programada.
Segundo Hereda, nem ele nem o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano, haviam sido informados pela área técnica do banco de que havia sido autorizado o saque antecipado do benefício por causa de atualizações no sistema de cadastro social do governo federal. Ele disse que, ao tomar conhecimento na tarde de segunda-feira (20), determinou a apuração precisa dos fatos, que levou cinco dias.
Na manhã de segunda-feira (20), Urbano concedeu entrevista dizendo que o saque antecipado só tinha sido liberado no fim de semana (dias 18 e 19) para não agravar os tumultos nas agências por causa dos boatos. “Por incrível que pareça, tudo não passou de coincidência. Tive a informação [de que o saque antecipado estava autorizado no dia 17] na segunda à tarde. Mandei fazer um levantamento no resto da semana e então produzimos a nota oficial”, justificou o presidente da Caixa.

Homenagem ao autor da Lei que institui o Projeto Escotismo nas Escolas

Homenagem dos Escoteiros do Rio Grande do Norte ao deputado estadual Antonio Jácome de Lima Junior, autor da Lei nº.9.453, de 04 de fevereiro de 2011, que institui o Projeto Escotismo nas Escolas Estaduais por seu aniversário, comemorado neste domingo 26 de maio de 2013.
Mensagem
Nascer significa existir! Existem pessoas que ao nascerem e existirem fazem a diferença! Compartilham! Lutam! Sofrem! Mas não deixam de construir! Você AMIGO ANTÔNIO JÁCOME tem ao longo de seus anos de vida, construído, lutado, sofrido, mais acima de tudo compartilhado sempre! Essa máxima o faz diferente de muitas outras pessoas que deixam de fazer isso! Continue fazendo! Sendo exemplo! Sendo amigo e irmão! Deus te abençoe nesta data! Dos seus cerca de 10 mil escoteiros seus irmão de ideal! PARABÉNS! PARABÉNS! PARABÉNS!
Ivan Alves do Nascimento e diretores regionais e Grupos Escoteiros do RN.

Escoteiros realizam Encontro para o Enfrentamento ao HIV, Aids e Hepatites Virais

Os Escoteiros do Rio Grande do Norte em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através do Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais, realizaram neste sábado (25) e domingo (26), das 8h às 17h30, no Hotel Praiamar, em Ponta Negra, Natal, o I Encontro Estadual de Crescimento do Escotismo Potiguar focado no Enfrentamento à Epidemia do HIV, Aids e Hepatites Virais. O evento contou com a participação de dirigentes, coordenadores distritais, funcionários, pioneiros, jovens líderes, profissionais da área de saúde e da área de educação, representantes do Movimento de Luta contra as Hepatites e o presidente da União Parlamentar Escoteira no RN, o vereador de Natal Jacó Jácome. Os participantes foram capacitados como multiplicadores para o enfrentamento à epidemia do HIV, Aids e Hepatites Virais no RN.
A parceria do Programa Estadual DST/Aids e Hepatites Virais com os Escoteiros existe desde 2012, na ocasião da Campanha Estadual de Prevenção às Hepatites Virais, na qual foram mobilizadas em torno de 8 mil pessoas, no dia 28 de julho (Dia Mundial de Luta contra as Hepatites), bem como em 1º de dezembro (Dia Mundial de Luta contra a Aids), além do Carnatal 2012.
O encontro teve como objetivo principal reforçar essa parceria e preparar um plano de trabalho para a segunda fase da Campanha Estadual de Prevenção às Hepatites Virais, lançada no ano passado, tendo contribuído para o aumento de 60% de pessoas com o esquema vacinal completo entre os anos de 2011 e 2012.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Acusado de atirar em coronel da PM é preso com resto da quadrilha de assaltantes em Lajes



Assaltantes usaram três revólveres e uma pistola roubada de um Policial Civil. Foto: Cedida/Polícia Civil
Assaltantes usaram três revólveres e uma pistola roubada de um Policial Civil. Foto: Cedida/Polícia Civil
O homem suspeito de ter baleado o chefe de gabinete do Comando Geral da Polícia Militar, o tenente-coronel Agnaldo Pires Filho, na noite da última sexta-feira, foi preso ontem na BR-304, próximo a Lajes, acusado de ter cometido um assalto no município de Assu, no Oeste potiguar. Ele e outras quatro pessoas, incluindo dois adolescentes de 17 anos, foram flagrados com três revólveres e uma pistola ponto 40, roubada de um policial civil; R$ 11 mil, relógios, telefones celulares, jóias e documentos pessoais das vítimas.
De acordo com informações da Polícia Militar, Bruno Mitchell Carvalho de Faria, de 19 anos, foi reconhecido pelos oficiais como o agressor do coronel Agnaldo, que foi baleado no tórax e braço após terem visto ele vestido com o uniforme da PM. Ele, que é conhecido pelo apelido de “Bruno Chocolate”, é acusado ainda de ter participado do assalto à casa de praia de um policial civil, quando roubou a pistola ponto 40 da vítima, e de ter praticado dezenas de ações semelhantes em vários municípios do Rio Grande do Norte.
“Ele já estava sendo investigado por esses crimes e quando foi preso, foi reconhecido, através de fotografias, como o agressor do coronel. O acusado é um homem muito perigoso e violento, apesar da pouca idade, sempre agressivo e cruel nas abordagens às vítimas. Felizmente, conseguimos detê-lo, juntamente com o seu grupo. Eles tinham praticado vários assaltos na região de Assu e estavam fugindo para Natal, acreditamos que para fazer novas vítimas por lá”, explicou o soldado Adrie Lima, que participou da prisão da quadrilha.
“Bruno Chocolate” é foragido do Presídio Provisório Raimundo Nonato, na zona Norte de Natal. Além dele, foram presos também Joalyson Bruno Cabral da Silva, conhecido pelo apelido de “Gordo”, foragido da Penitenciária Estadual de Caicó, onde cumpria pena por homicídio e assaltos; Waldemir Barbosa dos Santos, o “Pirata” e dois adolescentes de 17 anos.
A prisão da quadrilha aconteceu durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar, logo após os suspeitos terem cometido um roubo a um estabelecimento comercial situado no centro de Assu. Após o roubo, os bandidos fugiram em um Fiat Palio, de placas NNW-4639, o que deu início a perseguição, através da BR-304.
Em determinado momento, eles conseguiram se afastar dos policiais e, para enganá-los, abandonaram o Palio e pegaram um táxi para Natal. As guarnições envolvidas localizaram o carro largado próximo à rodovia e, após a informação que os ocupantes do veículo teriam pego um carro de aluguel, os policiais montaram uma barreira próximo à entrada de Lajes, onde conseguiram prender em flagrante todos os acusados.
“Eles esconderam as armas no porta-malas do táxi e, quando viram que os policiais iriam revistar o veículo todo, tentaram fugir do cerco, a pé, mas foram contidos e levados para a delegacia da cidade, onde foram autuados em flagrante por assalto à mão armada, formação de quadrilha, receptação e corrupção de menores. Eles são apontados como os autores de dezenas de assaltos, em todo o Estado”, explicou o soldado Lima.
CORONEL BALEADO
O ataque ao coronel Agnaldo Pires, atingido no tórax e braço, aconteceu no momento em que ele descia do veículo, no portão da sua residência, no bairro de Nova Descoberta, zona Sul de Natal. Segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, os bandidos iriam assaltá-lo, quando perceberam que ele estava vestido com o uniforme da corporação. Assustados e com medo de uma reação da vítima, os bandidos atiraram no coronel Agnaldo e fugiram logo em seguida, em um Renault Clio branco.
“Certamente, eles estavam ali para assaltar ou invadir uma residência e quando viram o veículo parando em frente a um imóvel, se aproximaram para o ataque. Acreditamos que, ao verem que se tratava de um policial militar, eles tenham ficado com medo e atirado, para impedir uma possível reação da vítima. Tanto é que eles fugiram logo depois, sem levar nada. Além disso, o coronel trabalha na parte administrativa há muito tempo, não tem contato com bandido nas ruas”, afirmou, na ocasião.
O comandante da PM disse que um dos tiros efetuados pelos criminosos atravessou o tórax do coronel Agnaldo, sem, entretanto atingir nenhum órgão vital. Já o segundo acertou um dos braços da vítima, no momento em que ela tentava se proteger de um disparo na cabeça, o que seria fatal. Ele foi atendido no Hospital Walfredo Gurgel e liberado, horas depois.

Deputados pedem CPI para investigar a Petrobras

Entre os fatos que motivaram o pedido de criação da CPI estão a compra e venda de ativos no exterior envolvendo a refinaria de Pasadena (EUA).

Deputados da base do governo e da oposição apresentaram à Mesa da Câmara requerimento para criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar denúncias divulgadas pela mídia contra a Petrobras. Entre os fatos que motivaram o pedido de criação da CPI estão a compra e venda de ativos no exterior envolvendo a refinaria de Pasadena (EUA), os ativos e participações dos blocos de petróleo na África e no Golfo, o custo de produção da Petrobras e sua evolução nos últimos dez anos e a situação das refinarias em construção.
Proposto pelo deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), o documento contém a assinatura de 199 deputados, 28 a mais do que o mínimo necessário de 171. Do total de assinaturas, 119 são de deputados de partidos da base governista, sendo 52 deputados do PMDB, que tem a vice-presidência da República. Nenhum petista assinou o requerimento.
O requerimento é o 23º da lista de pedidos de criação de CPI nesta legislatura. Um 24º pedido para criação de CPI foi apresentado para investigar as piores formas de exploração de mão de obra infanto-juvenil. Dos pedidos de criação, três deram origem a CPIs, sendo que duas estão em funcionamento e uma foi encerrada. Mais três comissões foram criadas, mas ainda não foram instaladas.
Pelo Regimento Interno da Câmara só podem funcionar simultaneamente cinco CPIs. Para que uma sexta comissão seja instalada é preciso a aprovação de um projeto de resolução pelo plenário da Câmara.
As CPIs são criadas de acordo com a ordem de apresentação dos requerimentos e a comprovação de que ela tem fato determinado. Com isso, para que a CPI da Petrobras seja criada, furando a fila de apresentação de requerimentos, será necessária a aprovação pelo plenário de projeto de resolução.

Fonte: Nominuto.com

quinta-feira, 23 de maio de 2013

“Os políticos do RN não têm o menor compromisso com o povo”

O presidente da Central Única dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte (CUT-RN), José Rodrigues Sobrinho, é um homem politizado, e como tal, declara com força e coerência com os princípios que norteiam a luta dos trabalhadores que representa. Em entrevista ao Jornal de Hoje, Rodrigues abordou o problema da seca que atinge o semiárido nordestino sob o ponto de vista do agricultor que sofre os efeitos da estiagem, e afirmou, num misto de desabafo com denúncia: “Os políticos do Rio Grande do Norte não têm o menor compromisso com o povo”.
Rodrigues lidera o protesto dos trabalhadores rurais no chamado “Grito da Seca”, um movimento de luta pela melhoria das condições do campo e que pleiteia do Estado ações efetivas para que o agricultor não seja obrigado a deixar o interior. Entre os pleitos, está o direito elementar à água, bem que, na visão do movimento, não faltaria, não fosse o “comportamento da classe política”.
Neste trabalho, ele defende o direito das classes menos favorecidas de reivindicar seus direitos, argumentando que a classe política está letárgica, não consegue dar as respostas na velocidade que a população que sofre na pele os efeitos da estiagem deseja. “Se a sociedade não se mobilizar, não for para a rua, nada vai acontecer em seu benefício, porque os políticos do Rio Grande do Norte não têm o menor compromisso com o povo, porque isso está manifestado; eles só procuram o povo em época de eleição, daqui a mais uns meses nós vamos ser procurados, mas eu acredito que o povo aprenda, que o povo se conscientize. Nós estamos em um Estado em que não temos saúde, educação, estradas, respeito pela dignidade do homem do campo, não temos absolutamente nada. Então está na hora do povo pensar em si, pensar que as soluções não partem mais dos políticos e sim dele e por isso estamos chamando o povo para a rua”.
“Nós não podemos aceitar essa situação, temos o direito de manifestar, principalmente num fenômeno que se chama seca, onde as autoridades políticas estão ausentes aos anseios e às necessidades neste momento. Nós temos consciência que não vamos acabar com a seca nunca, mas podemos pelo menos acabar com a miséria que a seca causa ao povo nordestino e principalmente ao povo do Rio Grande do Norte e no momento, as autoridades, que deviam estar do lado do povo, estão contra o povo”, disse.
Segundo José Rodrigues, “a sociedade deve se conscientizar que o Nordeste é uma região onde somos explorados politicamente pelos nossos políticos, haja vista que você não tem conhecimento de nenhuma manifestação efetiva dos políticos dessa região, não sei, mas do Rio Grande do Norte podemos afirmar, que eles estão totalmente ausentes, até porque eles talvez se beneficiem com isso, através da tal da indústria da seca”.
Ainda na avaliação do presidente da CUT, “chegou o momento da sociedade organizada começar a se manifestar e dizer para a sociedade, como um todo, que já basta com esse tipo de procedimento, de comportamento da nossa classe política”. Rodrigues afirma que os políticos “têm que começar a entender e conhecer os problemas do povo, para poderem então ser representantes nossos, o que não está ocorrendo no momento”. Em sua argumentação, o representante da CUT assevera que, caso não haja uma reação da população diante da alegada inércia da classe política, com alternativas de políticas públicas para o campo, “o meio rural do Rio Grande do Norte, dentro de 10 anos, não terá mais ninguém, porque o povo não suporta o abandono em que vive; não há escola, não há educação que possa atender ao cidadão do campo, não há uma política para a juventude rural”, afirmou.
Rodrigues conclui destacando que o grito da seca visa lutar para que o problema da falta de água seja efetivamente solucionado, com o fim dos carros pipas e com a água chegando a todas as comunidades onde seja necessária. “Nós estamos nesse momento reivindicando uma posição firme, tanto do governo estadual quanto do federal, sobre o problema da seca. Nós não queremos continuar, todas as secas, com carro-pipa, central de convivência com a seca e é só o que sobra para o povo, o carro-pipa. Lamentavelmente nós temos muita comunidade que nem o carro-pipa chega, por ser adversário do político local e ele é quem determina para onde os carros devem ir e quem deve tomar água. O que nós estamos querendo, com respeito a essa parte da população tão sofrida, que são os nordestinos, que a gente acabe com essa miséria definitivamente. Não queremos continuar com política paternalista compensatória, queremos que as coisas se resolvam em definitivo”, defendeu o presidente da CUT.

“A governadora atual não tem mostrado nenhuma política estadual”
Pelo comportamento do governo até hoje, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) não tem mostrado nenhuma política estadual em relação à seca. A declaração é do presidente da CUT José Rodrigues Sobrinho. “O que nós sabemos é o seguinte: o governo federal é quem está mandando dinheiro para perfurar poços, mas ninguém sabe onde estão furando esses poços; o governo federal manda dinheiro para atividades, nós não sabemos onde é que está”.
Rodrigues aponta o que para ele é uma contradição: o estado desembolsa milhões de reais para a construção de um estádio de futebol para a Copa do Mundo, mas não gasta um vintém do próprio bolso com políticas que minimizem os efeitos da seca no campo. “O que nós temos hoje de positivo aqui? É a construção de uma Arena das Dunas, onde vai haver quatro jogos de futebol, onde estão sendo gastos milhões e milhões e não se gasta milhões para que a gente no semiárido comece a vivenciar uma nova política”.
Ele afirma que para o semiárido nordestino, o semiárido que tem mais água no mundo, não há uma política de produção e de permanência do homem do campo. “Para acabar a seca, você acaba a seca com água e para isso nós reivindicamos água e energia na mesma maneira como essa água e energia é fornecida para os grandes empresários que chegam aqui para fazer irrigação. O dinheiro que eles trazem aqui é nenhum. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que é com o dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que é dinheiro dos trabalhadores, financia as multinacionais para fazerem os grandes projetos de irrigação e aos trabalhadores, quando em uma seca dessas, a única coisa que sinaliza é o carro-pipa. Então, nós estamos dispostos a reivindicar e mostrar ao governo as alternativas políticas que nós temos para o Semiárido e para acabar com a miséria causada pela seca”, expôs o presidente da CUT.

Fonte: Jornal de Hoje