segunda-feira, 16 de abril de 2012

Prefeito pede a Dilma mudança nos royalties

O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte (Femurn), Benes Leocádio, defendeu a distribuição de royalties para todos os municípios. A declaração foi dada durante o lançamento da nova etapa do programa Minha Casa Minha Vida, ocorrido ontem em Brasília, na presença da presidenta Dilma Rousseff.
DivulgaçãoBenes Leocádio, em pronunciamento diante da presidenta, do vice e de ministros, em BrasíliaBenes Leocádio, em pronunciamento diante da presidenta, do vice e de ministros, em Brasília

Ao discursar, Benes Leocário, que também é prefeito do município de Lajes, fez uma reivindicação pública à presidenta. "Os recursos advindos da produção de petróleo devem ser divididos entre todos os municípios porque é a forma de distribuição mais justa de uma riqueza que é de todos nós, brasileiros", disse.

A proposta apresentada pelo presidente da Femurn, que falou no evento representando os prefeitos brasileiros, defende que os critérios para distribuição dos royalties sejam os mesmos do Fundo de Participação dos Municípios, considerando a população de cada cidade. Benes Leocádio explicou que a proposta não traria influência para as cidades que arrecadam grandes somas de royalties no Estado, uma vez que elas recebem pelo petróleo produzido em terra. "Nossa defesa é pela redistribuição dos royalties que são pagos do petróleo produzido no mar", destacou. Ele estimou que se a proposta for aprovada no Congresso isso representará entre R$ 40 mil e R$ 50 mil por mês para os municípios que recebem os menores valores de FPM.

"Seriam R$ 600 mil por ano. Muito mais do que qualquer emenda parlamentar", destacou. Na defesa da proposta, Benes Leocádio foi além e ressaltou que "o investimento que se faz na Petrobras é pago por todos os brasileiros, nada mais justo do que retribuir".

No caso do petróleo produzido no mar, a distribuição atualmente ocorre com 90% dos royalties ficando com o Rio de Janeiro e Espírito Santo e os outros 10% para os demais Estados brasileiros.

O presidente da Femurn defende que a redistribuição seja feita também com a verba carimbada para setores como a educação, o que ajudaria os municípios a pagarem o Piso Nacional do Professor. "O problema do município hoje não é pagar o piso, mas garantir a carreira", completou.

Ele lembrou que os prefeitos estão fazendo um esforço para pagar o piso dos professores. "Nós vamos respeitar a lei porque acreditamos na transformação do país por meio da educação", acrescentou.

MINHA CASA 

Para o lançamento do Minha Casa Minha Vida estiveram reunidos em Brasília mais de mil prefeitos. O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho,  elogiou a ação do governo de escolher as áreas mais pobres para receber os recursos do Minha Casa Minha Vida. "Os municípios beneficiados dificialmente teriam condições de construir um grande conjunto residencial. Além disso, o país precisa gerar emprego e gera, assim, por meio da construção civil", destacou.

Ele lembrou que os governadores e os prefeitos precisam levar infraestrutura para perto das casas a serem construídas. "Às vezes, algumas familias moram em um lado da cidade e vão passar para outro, às vezes essas mudanças vão acarretar sobrecarga para o sistema de educação, a necessiade de construção de uma praça", explicou.

Novo código vai agravar vulnerabilidades regionais

São Paulo (Adital) - "Na região oeste do Pará - e comumente em quase toda a Amazônia - o poder político se funde como poder econômico". É por causa dessa união que os crimes ambientais ocorrem e não são fiscalizados, assegura Maurício Torres, que desenvolve pesquisa em Altamira, junto dos povos ribeirinhos e tradicionais da Amazônia. "Muitas prefeituras da região oeste paraense ilustram isso. Rurópolis teve recentemente seu vice-prefeito, Vilson Gonçalves, preso em decorrência de acusação por assassinato e por roubo de madeireiras em áreas de unidades de conservação", relata.
DivulgaçãoAmbientalistas demonstram preocupação com as políticas de preservação das florestas brasileirasAmbientalistas demonstram preocupação com as políticas de preservação das florestas brasileiras

A partir dessa realidade detectada no norte do estado, o pesquisador critica o novo texto do Código Florestal, especialmente seu artigo 62, que delega aos estados a responsabilidade de analisar a recomposição nas margens dos rios. "Conferir ao poder político local a competência de decidir e agir em relação à questão ambiental pode significar algo como empoderar o madeireiro ou o desmatador para que ele próprio decida sobre seus limites e suas punições", assegura. E dispara: "Caso o Ibama fosse vinculado ao estado do Pará, ou se o órgão encarregado da fiscalização fosse estadual, teríamos razão para crer que desmatadores e ladrões de madeira agiriam na maior tranquilidade".

Torres também critica a anistia aos desmatadores proposta pelo novo texto do Código Florestal, pois "se a sensação de impunidade ainda deixava qualquer dúvida, agora fica bem explicado que toda violência contra o meio ambiente ou seus defensores será sempre perdoada".

Maurício Torres é mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo - USP e pesquisador da instituição. A seguir, trechos da entrevista:

Como ficam as competências dos governos estaduais e federal no novo Código Florestal? Com base em sua experiência de pesquisa no oeste do Pará, percebe alguma relação direta entre o poder político local e o poder econômico no cumprimento ou descumprimento da legislação ambiental?

 Na região do oeste do Pará - e comumente em quase toda a Amazônia - o poder político se funde com o poder econômico. Esse último, por sua vez, muito comumente se associa a (ou mesmo decorre de) crimes ambientais. Conferir ao poder político local a competência de decidir e agir em relação à questão ambiental pode significar algo como empoderar o madeireiro ou o desmatador para que ele próprio decida sobre seus limites e suas punições. Muitas prefeituras da região oeste do Pará ilustram isso. Rurópolisteve recentemente seu vice-prefeito, Vilson Gonçalves, preso em decorrência de acusação por assassinato e por roubo de madeireiras em áreas de unidades de conservação.

O atual prefeito de Itaituba coleciona autuações milionárias por desmatamento e extração ilegal de madeira. As prefeituras de Aveiro e Trairão já tiveram máquinas apreendidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibamapor terem sido flagradas cometendo crimes ambientais no interior de unidades de conservação. A menção honrosa no envolvimento de políticos locais com crimes ambientais talvez caiba ao vice-prefeito de Anapu, Laudelino Délio Fernandes Neto, suspeito de envolvimento no assassinato de Dorothy Stang, em 2005. Ele é dono de uma das maiores madeireiras da região e acusado de roubo de madeira em área de assentamento de reforma agrária, entre várias outras coisas.

É grave, então...

A situação chega a extremos de um gerente do Ibama em Santarém-PAjá ter enfrentado pressão da então governadora Ana Júlia Carepa para que fossem interrompidas as ações de fiscalização contra madeireiros ilegais em período de campanha eleitoral. Caso o Ibamafosse vinculado ao estado do Pará, ou se o órgão encarregado da fiscalização fosse estadual, teríamos razão para crer que desmatadores e ladrões de madeira agiriam na maior tranquilidade.

É claro que o governo federal também tem seus comprometimentos (e como os tem!). Belo Monte está aí para quem quiser ver como o governo Dilma está disposto a romper com qualquer princípio de legalidade e, mesmo, de razoabilidade para levar adiante seus interesses políticos. Entretanto, ao menos sob a competência do governo federal, o polo de decisões ficaria um pouco mais distante dos domínios de poder dos interessados locais na degradação ambiental.

Qual o atual cenário da região oeste do Pará e, especialmente, de Altamira no que se refere ao cumprimento da legislação ambiental?

Grandes obras como a de Belo Monte, em Altamira, aumentam (e aumentarão muito mais) a demanda de materiais como madeira na região. Não há qualquer perspectiva de haver a suficiente quantidade de produto legal para a necessidade criada. Então, potencializa-se - e muito - o mercado negro calcado no crime ambiental. Além disso, peculiaridades do empreendimento em relação aos atropelos para seu licenciamento a qualquer custo (emissão de licenças inventadas, desconsideração a mais de uma dezena de ações judiciais movidas pelo Ministério Público Federal - MPF, etc.) acabam por imprimir o tom de que quem manda é o interesse do capital, independentemente de ser legal ou não.

A isso veio se somar a alteração do Código Florestal, em que a prepotência do agronegócio mostra seu poder e o deixa bem claro com a proposta de anistia aos desmatadores. Se a sensação de impunidade ainda deixava qualquer dúvida, agora fica bem explicado que toda violência contra o meio ambiente ou seus defensores será sempre perdoada. Não é coincidência que os já terríveis índices de violênciano campo tenham piorado após os sucessos da bancada ruralista na alteração do Código. Assim também como não é coincidência que tenham começado enfrentamentos e emboscadas a agentes do Ibama e do ICMBio, como o ocorrido em Castelos dos Sonhos(Distrito de Altamira) no início de deste mês. Essa é uma das consequências mais evidentes da política ambiental do governo Dilma.

Quais os desafios de cumprir uma legislação ambiental como o Código Florestal em regiões como a da floresta amazônica, onde há inúmeros conflitos entre produtores rurais, camponeses e povos da floresta na disputa pela terra?

Não há como pensar em conservação ambiental na Amazônia sem os povos da floresta: indígenas, ribeirinhos, quilombolas, varjeiros, beiradeiros e mais um sem-número de autoidentificações que são tratadas pela lei como "povos e comunidades tradicionais". É sempre muito ingênuo acreditar na eficácia de ações de fiscalização e de monitoramento que não contem com a participação das comunidades locais. E a discussão do novo Código Florestalaponta o sentido contrário: vem agravar a vulnerabilidade das populações tradicionais frente os agentes econômicos interessados em suas terras e recursos.

Os conflitos são quase sempre polarizados entre expropriados e expropriadores. São raras as disputas entre pequenos, entre colonos e ribeirinhos, por exemplo. No mais das vezes, esses grupos se alinham frente ao inimigo comum, vindo das classes dominantes e que lhes ameaça de expropriação. A delineação que o novo Código Florestal vem tomando, apesar de se apoiar num discurso do favorecimento do pequeno, fragiliza-o sensivelmente em relação ao grande.

Cursos de capacitação têm quase 19 mil alunos em sala de aula

Quase 19 mil alunos estão sendo qualificados nos estados por intermédio do Pronatec
Quatro mil alunos têm ingressado, por semana, nos cursos de capacitação profissional oferecidos pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Brasil Sem Miséria em todo o país. Os dados da Secretaria Extraordinária para Superação da Extrema Pobreza, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), mostram o bom desempenho da estratégia de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria. São 18.972 alunos em sala de aula nos estados que pactuaram capacitações com o MDS. Para o diretor de Inclusão Produtiva, Luiz Müller, o crescente aumento no número de alunos reflete trabalho iniciado com a criação do plano: "Em 2011, o trabalho do MDS foi focado na pactuação de vagas com os estados. Este ano, as vagas começaram a ser executadas plenamente. Até o fim de 2012, vamos atingir a meta de 230 mil alunos em todo o país".

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mais um assalto é registrado em Ielmo Marinho

Quadrilha assaltou uma farmácia e fez uma das integrantes do grupo refém.

Em Ielmo Marinho, a violência continua tirando a tranquilidade dos moradores da cidade. Hoje, mais um assalto foi registrado. Uma quadrilha assaltou uma farmácia e durante a perseguição da polícia, uma das integrantes da quadrilha chegou a ser tomada como uma refém. O repórter Luiz Alberto Fonseca tem mais informações.

Alerta sobre e-mails relativos aos processos seletivos da Petrobras

A Petrobras não envia e-mails para inscrições sobre os seus processos seletivos nem as realiza em seu site. A responsabilidade das inscrições é da instituição contratada para tal fim. Ao receber e-mails desse tipo, delete imediatamente essas mensagens, pois podem conter vírus ou se tratar de alguma espécie de infração.

Prominp 2012 oferece 11.671 vagas em 14 estados

Prominp Prominp
Continuam abertas  as inscrições para a seleção pública do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural - Prominp, visando atender a demanda futura por mão de obra qualificada no setor.
Serão oferecidas 11.671 vagas, em 14 Estados para cursos gratuitos em categorias profissionais de níveis básico, médio, técnico e superior. Os Estados incluídos no 6º ciclo de seleção pública do Prominp, com o respectivo número de vagas, são: Amazonas (562), Bahia (920), Ceará (212), Espírito Santo (387), Maranhão (130), Minas Gerais (180), Mato Grosso do Sul (708), Pernambuco (384), Rio de Janeiro (4.602), Rio Grande do Norte (485), Rio Grande do Sul (1.192), Santa Catarina (524), Sergipe (364) e São Paulo (1.021).

O edital, que pode ser conferido aqui, estende até 12 de abril o prazo para inscrição dos candidatos. Para os cursos de nível básico, a inscrição custará R$ 25,00. Nos níveis médio e técnico, R$ 42,00. Para as categorias de nível superior, o valor será de R$ 63,00.
Para concorrer a uma das vagas oferecidas, o candidato deve ter idade igual ou superior a 18 anos, além de preencher os pré-requisitos do curso desejado. As inscrições podem ser feitas no site do Prominp (http://www.prominp.com.br), ou nos postos de inscrição credenciados, listados no edital. O processo será executado pela Fundação Cesgranrio.

Existe a possibilidade de isenção da taxa de inscrição para candidatos portadores do Número de Identificação Social - NIS que declararem não possuir recursos financeiros para pagamento do valor. Para fazer jus à isenção da taxa de inscrição, os candidatos devem atender às condições listadas no edital e encaminhar a solicitação, até 18 de março, pelo site do Prominp.

As 11.671 vagas estão assim distribuídas: 7.335 para cursos gratuitos de nível básico; 3.706 para os de nível médio e técnico; e 630 para as categorias de nível superior. Em categorias específicas dos níveis médio e superior, há oferta de vagas para pessoas com deficiência (63).

Os candidatos aprovados que estiverem desempregados durante o curso receberão uma bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 300,00 (cursos de nível básico), R$ 600,00 (níveis médio e técnico) e R$ 900,00 (nível superior).

A participação nos cursos não garante emprego aos alunos. Esta ação faz parte do Plano Nacional de Qualificação Profissional (PNQP) do Prominp que tem como objetivo melhorar a qualificação dos profissionais que serão aproveitados pelas empresas fornecedoras de bens e serviços do setor de petróleo e gás natural. Até o momento foram realizados cinco ciclos de qualificação com mais de 80 mil pessoas qualificadas.
Amazonas (562), Bahia (920), Ceará (212), Espírito Santo (387), Maranhão (130), Minas Gerais (180), Mato Grosso do Sul (708), Pernambuco (384), Rio de Janeiro (4.602), Rio Grande do Norte (485), Rio Grande do Sul (1.192), Santa Catarina (524), Sergipe (364) e São Paulo (1.021).

Todas as informações sobre os cursos oferecidos nesta etapa de seleção podem ser obtidas no edital, que estará disponível para consulta e download nos sites do Prominp (http://www.prominp.com.br) e da Cesgranrio (http://www.cesgranrio.org.br).

Vídeo com pedido de casamento inusitado faz sucesso no YouTube

O vídeo “Pedindo a Renata em Casamento” se tornou o mais novo sucesso de público, tendo mais de 2 milhões de visualizações e mais de 20 mil curtidas no YouTube em apenas dois dias. Utilizando uma câmera GoPro, emprestada pelo amigo Adolfo, o jovem Trajano, de 25 anos, arma um esquema mirabolante e muito criativo para pedir sua amada em casamento após oito anos de namoro. O resultado? Além da surpresa, das lágrimas da menina e do “sim”, um novo hit da web.
Pedindo a Renata em casamento se tornou um sucesso instantâneo no YouTube (Foto: Reprodução)Pedindo a Renata em casamento se tornou um sucesso instantâneo no YouTube (Foto: Reprodução)
O rapaz preparou um grande desafio para Renata em pleno domingo de Páscoa. Ele chegou à casa da futura noiva dizendo que ela teria que encontrar cinco dicas espalhadas pelos cômodos de sua casa para chegar ao seu ovo de chocolate. Em quase 10 minutos de vídeo, o rapaz grava a namorada buscando as tais pistas e as suas reações – ao som de músicas românticas de Nando Reis e Silverchair.
A última dica indica que a menina ligue o DVD e dê play em um disco gravado com uma mensagem e três perguntas. Dependendo das respostas, ela ganharia o ovo de Páscoa. Renata, é claro, acerta todas e, no fim, ao abrir o chocolate, encontra um pedido de casamento e um anel, algo muito melhor que o recheio original. Ela não contém as lágrimas e aceita o pedido.
Final feliz para o casal, que em dois dias se tornou um dos assuntos mais comentados do Brasil em todas as redes sociais.
Se você ainda não viu o pedido de casamento mais famoso do momento, assista: