| Os trabalhadores da Arena das Dunas continuam em greve, desrespeitando decisão do Tribunal Regional do Trabalho. Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press |
O TRT-RN afirmou que, por enquanto, a decisão do desembargador Carlos Newton permanece a mesma. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a situação só deverá alterar-se quando a OAS informar oficialmente o tribunal da posição dos trabalhadores, seja notificando a respeito da volta ou do descumprimento da liminar judicial. Até ontem a notificação ainda não havia chegado ao Tribunal Regional do Trabalho. A reportagem tentou contato com representantes do Consórcio Arena Natal através da sua assessoria de imprensa, mas os responsáveis pela obra não se pronunciaram, pois ainda não havia tomado uma posição. Os operários em greve exigem do consórcio aumento de salários, a readmissão dos trabalhadores demitidos recentemente e alojamento para quem vem do interior para trabalhar na Arena. O abono do mês de março deu um aumento de aproximadamente 20%, com o salário saindo de R$ 827 para 1.002,00, enquanto que o ajudante teve a remuneração passada de R$ 675 para R$ 830.
Responsável pela Secretaria Extraordinária Para Assuntos Relativos à Copa do Mundo de 2014 (Secopa), Demétrio Torres afirma estar acompanhando de perto tanto o andamento da greve como suas implicações junto à construção do estádio que irá receber as seleções que virão jogar o torneio em Natal daqui a pouco mais de dois anos. "Esta paralisação não vai atrapalhar em nada a construção da arena. Se não tivéssemos uma folga de pelo menos uma semana no cronograma estaríamos em um perigo grande, não acha?", ponderou o secretário. Segundo ele, o acompanhamento do governo junto ao cronograma é diário. "Trabalhamos juntos, para encontrar saídas para os problemas. Estamos sempre antecipando as ações e no caso de ter que acelerar podemos aumentar os turnos, por exemplo", explicou Demétrio. Tendo alcançado 22,1% no dia 30 de março, a construção da Arena das Dunas, de acordo com o secretário extraordinário, está sob os cuidados de todo o país. "A construção do estádio é um programa de governo, acompanhado por todos no Brasil. Por isso espero que a greve termine os mais rápido possível. Apesar de não termos vinculação direta com os trabalhadores temos um contrato com o consórcio, que precisa entregar o estádio", pontuou.

